Embraer está perto de assinar contrato para venda de cargueiro KC-390 a Portugal, diz fonte

Rodrigo Via Gaier

  • Ministério da Defesa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Embraer espera assinar em cerca de três meses um contrato de venda de aviões modelo KC-390 com o governo português, o que marcará uma nova era para a fabricante brasileira, que negocia ainda com outros 10 países a comercialização do cargueiro, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

Executivos da Embraer estão nesta semana na Suécia para apresentar o cargueiro brasileiro ao mercado local e, depois, o KC-390 também será uma das atrações da empresa na tradicional feira de Le Bourget, em Paris, na França.

Há conversas em andamento com vários países, incluindo Suécia, Alemanha e Chile, para a venda do KC-390, disse a fonte, na condição de anonimato.

"A Embraer trata com cerca de 10 países e as conversas estão em diferentes estágios. Esperamos que possam evoluir", afirmou a fonte à Reuters. "Os portugueses já aprovaram no conselho de ministros a autorização para iniciar negociações de um contrato para cinco aeronaves", acrescentou a fonte.

A partir da semana que vem, representantes da Embraer devem fortalecer as tratativas com os portugueses para que em três meses já se tenha um contrato pronto para ser assinado com o governo de Portugal.

"As negociações vão se intensificar na próxima semana e a perspectiva é de que o contrato estará pronto para ser assinado em cerca de 3 meses", frisou a fonte.

Se concretizado o negócio, será a primeira venda externa do cargueiro KC-390. Até agora, a empresa tinha um contrato com o governo brasileiro para fornecer 28 aeronaves ao longo dos próximo anos. Os dois primeiros aviões devem ser entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) no ano que vem.

"Para a Embraer é um novo estágio e algo muito importante porque representará o primeiro contrato internacional", avaliou a fonte. "Isso tende a abrir portas", complementou.

Os valores do negócio e da aeronave são guardados em sigilo pela empresa, mas comenta-se que a FAB investiu 7,2 bilhões de reais para a compra dos cargueiros.

Em abril, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, anunciaram a criação de uma linha de financiamento voltada para a exportação de bens e serviços de defesa produzidos no país.

O BNDES poderá financiar até 100 por cento do bem e as condições serão definidas caso a caso. O cargueiro aéreo KC-390 produzido pela Embraer seria um potencial item financiável, assim como blindados e submarinos, de acordo com Jungmann.

(Por Rodrigo Via Gaier)

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