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Avianca Brasil expande presença internacional com voo direto para NY

SÃO PAULO (Reuters) - A Avianca Brasil anunciou nesta terça-feira que começará a vender em agosto passagens para voo direto entre São Paulo e Nova York, seu segundo destino nos Estados Unidos depois de ter iniciado em junho operação entre a capital paulista e Miami.

A companhia aérea, quarta maior do país, deve começar a operar o voo para o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, em dezembro, aproveitando uma recuperação de demanda por destinos internacionais acima da esperada enquanto no segmento doméstico o movimento tem sido abaixo do esperado, disse o presidente da empresa, Frederico Pedreira.

"O mercado internacional está reagindo melhor do que esperávamos, por isso estamos apostando em Nova York neste ano. A performance que tivemos no voo para Miami nos convenceu a adicionar Nova York", disse o executivo. Ele não deu detalhes, mas citou como fatores a ocupação elevada das aeronaves com destino a Miami e tarifas em níveis mais altos que no ano passado.

De janeiro a maio, a demanda por voos internacionais no Brasil subiu 11 por cento sobre um ano antes, enquanto no segmento doméstico a expansão foi de 0,5 por cento, segundo dados da agência reguladora Anac.

Pedreira afirmou que o mercado doméstico está melhorando, mas as incertezas geradas pela crise política em torno do presidente Michel Temer tem tornado a recuperação mais lenta.

"O doméstico está melhor, mas abaixo das nossas expectativas. Há três meses estávamos mais otimistas", afirmou o executivo. "A confiança não vai voltar sem resolver a instabilidade política", acrescentou.

Segundo ele, o mercado nacional de aviação poderia ganhar impulso com uma redução do ICMS sobre o combustível de aviação, que chega a 25 por cento no principal mercado do país, São Paulo.

Uma regra para limitar o imposto estadual ao patamar de 12 por cento está esperando aprovação no Congresso, algo que Pedreira considera como essencial para determinar o crescimento futuro do mercado de aviação regional do país.

"Tem muito destino regional hoje que não é viável por causa do custo de combustível...Enquanto tivermos 25 por cento de imposto sobre combustível, que é zero em destinos internacionais, quem perde é o passageiro", disse Pedreira, acrescentando que combustível representa 35 por cento do custo de operação de uma aeronave.

Além de expandir presença internacional, a Avianca Brasil está trabalhando para desenvolver seu programa de fidelidade, Amigo, trilhando caminho seguido pelas rivais maiores LATAM, Gol e Azul.

Frederico comentou que a Avianca Brasil deverá se separar do programa Amigo, que hoje tem cerca de 4 milhões de membros, até o final deste ano. O objetivo é dar mais liberdade para a nova empresa, que continuará parte 100 por cento integrante do grupo Synergy, fazer negócios, disse o executivo.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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