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No 5º IPO do ano, Biotoscana movimenta R$1,34 bi

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa do ramo farmacêutico Biotoscana precificou nesta sexta-feira sua oferta inicial de recibos de ações (IPO, na sigla em inglês) a 26,50 reais cada, no centro da faixa indicativa, de 24,50 reais a 28,50 reais.

Na tranche primária (papéis novos) foram vendidas 16 milhões de units, perfazendo um total de 424 milhões de reais. A secundária (papéis vendidos por atuais sócios) teve giro de 917,56 milhões de reais. Com isso, a operação movimentou 1,34 bilhão de reais.

Mais cedo nesta sexta, a Reuters publicou citando fontes que a demanda pelo IPO da Biotoscana atingiu quase cinco vezes a oferta, o que tendia a levar a precificação da oferta ao ponto médio da faixa indicativa de preços.

Com sede em Luxemburgo, a Biotoscana Investments, seu nome oficial, se apresenta como maior grupo latino-americano do setor, com operações no Brasil, Argentina, Colômbia, Bolívia, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O escritório de relações com investidores está sediado em São Paulo.

A companhia, que surgiu em 2011 e resultou da fusão das empresas Biotoscana, United Medical e LKM, produz medicamentos para doenças infecciosas ou raras, oncologia e oncohematologia, tratamentos especiais, imunologia e inflamações.

A empresa é dona de marcas como Ambisome, Sovaldi, Vidaza, Tracleer, Opsumit, Abraxane, Zyvalix, Telavir e Ladevina. A Biotoscana tem um centro farmacológico e de pesquisa clínica na Argentina, onde também há duas unidades de produção.

A estreia das negociações das units no pregão da B3 deve acontecer na próxima terça-feira.

RETOMADA

Com a operação, chega a 5 o número de estreias na bolsa paulista em 2017, com um giro total de 10 bilhões de reais, o melhor ano do mercado doméstico de capitais em quatro anos. Em nove operações de 2013, os IPOs no Brasil haviam levantado cerca de 17,5 bilhões de reais.

Na quinta-feira, o Carrefour Brasil marcou sua estreia no pregão, após movimentar 5,1 bilhões de reais em seu IPO, o maior do país desde 2013. Também neste ano chegaram ao pregão da B3 a companhia aérea Azul, a locadora de veículos Movida e o laboratório médico Instituto Hermes Pardini.

Nas próximas semanas deve acontecer a precificação dos IPOs da resseguradora IRB Brasil, da operadora de planos de saúde Notre Dame, da empresa de tecnologia Tivit Serviços e da geradora de energia Ômega.

No mês passado, o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, disse que o apetite do investidor estrangeiro por papéis de boas empresas brasileiras segue firme, o que deve levar de 15 a 20 delas a abrirem o capital ainda em 2017, mesmo com a crise política no país.

(Com reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)

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