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Bolsas europeias fecham no azul, após BCE reiterar estímulos à economia

Danilo Masoni

MILÃO (Reuters) - Os mercados acionários europeus fecharam em território positivo nesta quinta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) reafirmar sua política de afrouxamento monetário e dizer que detalhes sobre o futuro dos estímulos serão conhecidos em outubro.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,3% após uma sessão volátil, mas nem todas as Bolsas europeias encerraram a sessão no azul.

Os mercados acionários de Paris, Londres e Frankfurt tiveram ganhos entre 0,3% e 0,7% nesta quinta-feira, mas as Bolsas de Milão e Madri fecharam com baixas de 0,4% e 0,1%, respectivamente, devido às perdas acentuadas de ações dos setores bancário e financeiro.

Comentários cautelosos do presidente do BCE, Mario Draghi, aumentaram a chance de o banco central optar por eliminar gradualmente o esquema de compra de títulos de 2,3 trilhões de euros (US$ 2,8 trilhões) apenas muito lentamente no próximo ano, uma possibilidade que abalou as papéis do setor financeiro.

Ações do setor bancário, que se beneficiam de taxas de juros mais altas, caíram 0,8% em meio ao aumento das preocupações de que o euro fortalecido possa atrasar o aperto da política monetária.

Entre os destaques negativos do setor estavam o espanhol Sabadell e o italiano Banco BPM, com quedas de 3,6% e 2,6%, respectivamente.

"Nós ainda esperamos que o BCE continuará dando passos em direção a uma estrutura de política monetária mais apertada de modo muito gradual", disse Rasmus Gudum Sessingö, economista do Handelsbanken Capital.

Enquanto as ações do setor financeiro se sobressaíram entre as baixas, o restante do mercado encontrou conforto no fato de o BCE não ter pressa em encerrar os estímulos à economia da zona do euro.

Papéis do setor automotivo registraram ganhos pelo quinto dia, com o índice que reúne as montadoras subindo 0,4%, entre os destaques positivos.

Operadores disseram que os investidores foram atraídos pela avaliação (valuation) barata e por expectativas de que as vendas possam ser impulsionadas por pessoas substituindo automóveis danificados por furacões nos Estados Unidos. Os esforços da chanceler alemã, Angela Merkel, para evitar a proibição de veículos a diesel em algumas cidades também reforçava o tom otimista.

Contudo, havia exceções no setor, como a Ferrari, recuando 6,9%, após ter sido rebaixada pelo Morgan Stanley a "underweight" (abaixo da média do mercado), ante "overweight".

  • O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,23%, a 1.473 pontos.
  • Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,58%, a 7.396 pontos.
  • Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,67%, a 12.296 pontos.
  • Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,26%, a 5.114 pontos.
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,42%, a 21.722 pontos.
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrou leve baixa de 0,06%, a 10.124 pontos.
  • Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,08%, a 5.074 pontos.

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