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Fundecitrus eleva previsão de safra de laranja e vê alta anual de mais de 50%

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de laranja 2017/18 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora do Brasil, foi estimada nesta segunda-feira em 374,06 milhões de caixas de 40,8 kg, o que significa um crescimento de 52,5 por cento ante a fraca temporada passada, de acordo com dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

A segunda estimativa da safra de laranja da região onde está situada grande parte da indústria exportadora de suco do Brasil, maior exportador da commodity, ficou 2,63 por cento acima da previsão inicial divulgada em maio, segundo pesquisa.

"O crescimento da safra foi provocado pelas chuvas acima da média nos meses de abril, maio e junho deste ano, que causaram aumento do peso das laranjas em relação à expectativa inicial e, por consequência, redução do número de frutos necessários para compor uma caixa de 40,8 kg", explicou o Fundecitrus.

Dados da Somar Meteorologia, citados pelo Fundecitrus, mostraram que a precipitação acumulada nesse período foi de 429 milímetros em média no cinturão citrícola, 173 por cento superior à média histórica (1961 a 1990).

Uma produção de laranja muito maior, conforme confirmaram os dados do Fundecitrus divulgados nesta segunda-feira, deve permitir ao país um salto na produção de suco na temporada 2017/18 (julho/junho).

A associação de exportadores CitrusBR projetou em agosto que a produção de suco de laranja do Brasil em 2017/18 deve atingir 1,2 milhão de toneladas (congelado e concentrado), alta de 72 por cento ante a temporada anterior.

A exportação de suco do Brasil também deve se recuperar, após ater atingido na safra passada o menor nível em mais de 25 anos, devido à escassez de matéria-prima, principalmente.

TAMANHO DA FRUTA

Segundo o Fundecitrus, o tamanho das laranjas das variedades Hamlin, Westin e Rubi foi revisado para 277 frutos/caixa, ante estimativa de maio de 310 frutos/caixa.

As outras variedades precoces foram reestimadas em 251 frutos/caixa, contra 257 frutos/caixa inicialmente.

Dessa forma, o tamanho médio reestimado dos frutos, considerando todas as variedades, é de 259 frutos/caixa, versus 265 frutos/caixa inicialmente.

O Fundecitrus afirmou ainda que cerca de 75 por cento da safra das variedades Hamlin, Westin e Rubi já estava colhida em meados de julho. Em agosto, a colheita dessas variedades chegou a 93 por cento e das outras variedades precoces atingiu 73 por cento.

Para a variedade de meia estação, Pera Rio, estima-se que apenas 27 por cento da produção já tenha sido colhida. No caso das variedades tardias, estima-se que somente 8 por cento da produção de Valência e Valência Folha Murcha já foi colhida, e 5 por cento da Natal.

A estimativa do Fundecitrus tem como base o monitoramento de 900 talhões do cinturão citrícola feito a partir da divulgação da estimativa inicial de maio, em trabalho realizado pelo Fundecitrus em cooperação com Markestrat, FEA-RP/USP e FCAV/Unesp.

(Por Roberto Samora)

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