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Oi diz que termos de confidencialidade com grupos de credores foram extintos sem acordo

SÃO PAULO (Reuters) - A Oi informou nesta segunda-feira que os acordos de confidencialidade com dois importantes grupos de credores foram extintos sem que houvesse concordância sobre o plano de recuperação judicial da empresa.

A operadora afirmou em comunicado ao mercado que os acordos de confidencialidade com o Comitê Internacional de Detentores de Bônus (IBC, na sigla em inglês) e o grupo Ad Hoc (AHC) de detentores de títulos "foram extintos".

A Oi se reuniu com representantes dos principais grupos de credores nos dias 18, 19, 20, 23 e 24 de outubro para discutir os termos da reestruturação de dívidas, mas nenhum acordo foi alcançado.

Ainda segundo o comunicado, as discussões prosseguiram informalmente e os representantes dos grupos de credores no Brasil concordaram em se reunir novamente com a empresa nesta semana, antes da assembleia de credores marcada para a próxima segunda-feira.

No entanto, a Oi ressaltou "não há como garantir que as negociações continuarão ou que, caso continuem, que estas resultarão em um acordo com relação aos termos da potencial operação".

Em Brasília, após participar de reunião com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, e com a Advogada-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, o presidente da Oi, Marco Schroeder, disse que a ministra-chefe da AGU "está preocupada em evoluir em uma proposta que envolva o tratamento dentro do que a lei prevê para os créditos públicos".

A Oi deve mais de 10 bilhões de reais para a Anatel, maior credor individual da operadora que entrou com pedido de recuperação judicial em junho do ano passado sob peso de cerca de 65 bilhões de reais em dívidas.

Segundo Schroeder, a proposta tem que envolver "alguma coisa que seja sustentável em termos de empresa", disse ele sem dar mais detalhes.

A direção da Anatel segue em reunião com a AGU. A agência reguladora chegou a convocar a imprensa para uma entrevista coletiva para às 10h30 desta segunda-feira para falar sobre a situação da Oi, mas acabou adiando a conversa com os jornalistas para às 17h30.

Às 11:16, as ações ordinárias da Oi exibiam alta de 0,75 por cento e os papéis preferenciais tinham recuo de 0,7 por cento. No mesmo horário, o Ibovespa mostrava oscilação negativa de 0,08 por cento.

(Por Gabriela Mello, com reportagem adicional de Leonardo Goy, em Brasília, edição Alberto Alerigi Jr.)

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