Rússia reestrutura dívida venezuelana; empréstimos da PDVSA não estão incluídos

MOSCOU (Reuters) - A Rússia e a Venezuela assinaram um acordo de reestruturação da dívida nesta quarta-feira, permitindo que Caracas faça pagamentos "mínimos" a Moscou nos próximos seis anos para ajudar o país latino-americano a cumprir obrigações com outros credores, informou o Ministério das Finanças da Rússia.

Sob o acordo, a Venezuela pagará à Rússia um total de 3,15 bilhões de dólares em um período de 10 anos, segundo o ministério.

A agência de rating S&P declarou a Venezuela em default seletivo na terça-feira, depois que o país não conseguiu pagar 200 milhões de dólares em juros para os detentores dos títulos globais com vencimento em 2019 e 2024 dentro de um período de carência de 30 dias.

A Venezuela tem uma dívida externa pública de cerca de 150 bilhões de dólares, incluindo 45 bilhões em dívida do governo e outros 45 bilhões da dívida da estatal de petróleo PDVSA, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças, que aconselha um grupo de detentores internacionais da dívida venezuelana.

O Ministério das Finanças da Rússia disse nesta quarta-feira que a reestruturação deve liberar mais fundos para permitir que a Venezuela desenvolva sua economia e "melhore a capacidade de pagamento, aumentando as chances de todos os credores recuperarem seus empréstimos".

A declaração do ministério não mencionou a dívida da PDVSA para a Rosneft, estimada em agosto pela companhia russa de petróleo em 6 bilhões de dólares.

Perguntado sobre se a dívida da PDVSA faz parte do acordo de quarta-feira, o ministro da Economia e Finanças da Venezuela, Simon Zerpa, disse em um briefing em Moscou que nenhuma dívida corporativa foi incluída no novo acordo, que era puramente entre os dois governos.

(Por Jack Stubbs, Polina Nikolskaya e Darya Korsunskaya)

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