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Maia admite apetite para Presidência da República, mas em 2018 tentará reeleição como deputado

Por Maria Carolina Marcello e Anthony Boadle

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu nesta sexta-feira ter "apetite" para disputar a Presidência da República, mas afirmou quem em 2018 irá se candidatar a deputado federal.

O comentário surgiu quando justificava sua postura, que considera isenta, na condução das duas denúncias contra o presidente Michel Temer.

"O presidente da Câmara anterior não trabalhou da forma como eu trabalhei. Alguns até criticaram 'ah, o Rodrigo não mostrou apetite para ser presidente'. Eu falei 'não, eu tenho apetite para ser candidato a presidente --na urna, não na denúncia'", disse Maia em entrevista à Reuters nesta sexta-feira.

"Eu tenho apetite para ser candidato a presidente no futuro, mas não para tirar o presidente."

Questionado, Maia disse que em 2018 irá buscar a reeleição como deputado e não descartou disputar a presidência da Câmara novamente.

"Isso aí é uma conjuntura pós-eleição. Se eu for reeleito (deputado), primeiro, e se eu tiver um grupo de partidos que apoie essa alternativa, não tem nenhum problema... se eu puder construir, eu vou construir, mas isso depende de variáveis que eu não tenho como tratar agora."

"POP STAR"

Ao avaliar o cenário das eleições de 2018, Maia afirmou que as chances de vitória de um "outsider" em uma eleição majoritária nacional depende da estrutura partidária que ele obtiver.

"Não existe 'outsider' que consiga vencer uma eleição no Brasil sem uma estrutura partidária. Não adianta você ser 'pop star' se você chega no Paraná, faz uma bela agenda porque todo mundo gosta de você, você é um cara conhecido, mas quando você sair de lá não vai ficar ninguém pedindo voto para você", disse Maia.

"Por isso que eu acho que o próprio Luciano Huck... está procurado esse caminho, ele já viu que sem o mínimo de estrutura partidária ele não vai a lugar nenhum", completou, referindo-se ao apresentador de TV que tem se movimentado nos meandros políticos.

"Só acho que o DEM erra de ficar valorizando esses nomes. Não que não sejam nomes que possam disputar com condições de vencer", disse Maia.

O deputado defende a tese que o partido precisa se fortalecer, buscar palanques nos principais Estados do país e consolidar sua mensagem à sociedade. Para ele, o DEM não deveria "gerar muita especulação" sobre nomes fora do partido.

"Você não deve fazer política projetando um cenário com variáveis que você não controla."

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