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PF prende ex-chefe da Casa Civil de Cabral em nova fase da Lava Jato no RJ

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-chefe da Casa Civil do Rio de Janeiro Regis Fichtner por suspeita de ter recebido ao menos 1,5 milhão de reais em propina dentro do esquema milionário de corrupção liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral na administração do Estado.

O juiz federal Marcelo Bretas decretou a prisão de Fichtner e de mais três pessoas, além de mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, como parte de um aprofundamento das investigações sobre o esquema de corrupção envolvendo agentes públicos estaduais e empresas de diversos setores.

Imagens aéreas da TV Globo mostraram agentes da PF dentro do apartamento de Fichtner em um prédio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense, onde o ex-secretário da Casa Civil foi preso no início da manhã.

A Polícia Federal afirmou, em nota, que são investigados os crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro como parte da chamada Operação C´est fini -- referência à expressão na língua francesa que significa "é o fim".

De acordo com o Ministério Público Federal, Fichtner é suspeito de ter atuado em favor de empresas em troca de propina durante o período em que foi chefe da Casa Civil do governo de Cabral, que está preso desde o fim do ano passado.

"Ao que tudo indica, Regis Fichtner era uma peça da organização criminosa responsável por praticar atos que beneficiassem as empresas de agentes envolvidos no esquema; e, em contrapartida, recebia montantes vultosos de propina", afirmou Bretas em seu despacho determinando a prisão preventiva de Fichtner, que foi suplente de Cabral no Senado Federal antes de ocupar a Casa Civil do governo fluminense de 2007 a 2014.

Ao justificar a prisão, o magistrado ressaltou ainda que, segundo o MPF, Fichtner tem realizado alguns "movimentos suspeitos" que demonstram tentativa de impedir as investigações, como o encerramento de conta de email usada para troca de mensagens com integrantes das organizações criminosas.

Não foi possível fazer contato de imediato com representantes de Fichtner.

(Por Pedro Fonseca)

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