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Gasolina, etanol e diesel atingem máximas nos postos na 1º semana de 2018, diz ANP

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os preços médios de gasolina, etanol e diesel subiram na primeira semana do ano, nos postos de combustíveis no Brasil, para suas máximas nominais (sem levar em conta a inflação), segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (9) pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O movimento ocorre na esteira da alta das cotações do petróleo, que opera perto de máximas desde maio de 2015, e também após o governo elevar tributos dos combustíveis (PIS/Cofins) no fim de julho.

Gasolina

O preço da gasolina atingiu média de R$ 4,151 por litro nos postos do Brasil, entre 31 de dezembro e 6 de janeiro, registrando uma nova máxima nominal (sem considerar a inflação) em uma série história da ANP iniciada em 2013.

O valor foi 1,3% superior ao registrado na semana anterior, de R$ 4,099 por litro.

Diesel

O diesel, combustível mais consumido do Brasil, por sua vez, registrou média de R$ 3,356 por litro na primeira semana do ano, alta de 0,9% ante a semana anterior, que teve média de R$ 3,326 por litro.

O recorde anterior atingido pelo diesel, na série histórica da ANP, havia sido de R$ 3,337 por litro, na semana de 26 de novembro a 2 de dezembro de 2017.

Etanol

Já o etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, teve média de R$ 2,946 por litro na semana passada --também um recorde na série histórica, superando valores anteriores de janeiro de 2017--, com alta de 1,2% em relação à semana anterior, quando teve média de R$ 2,912 por litro.

Os preços do etanol seguem os valores da gasolina, mas também contam neste momento com sustentação adicional do início da entressafra de cana no centro-sul do Brasil, principal região produtora no maior produtor e exportador global de açúcar.

A S&P Global Platts também registrou preço histórico para o etanol hidratado, de R$ 2.270 por metro cúbico na segunda-feira, segundo cotação apurada em usinas da região de Ribeirão Preto (SP).

Petrobras

Além das altas nos impostos, os valores dos combustíveis têm sofrido impactos de movimentos da Petrobras, que elevou em quase 8% os preços da gasolina vendida nas refinarias às distribuidoras de combustíveis ao longo de 2017 e em mais de 9% os do diesel.

Isso porque desde meados de 2016 a petroleira estatal adotou uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional, em busca de rentabilidade, tornando-se mais ágil para repassar aos consumidores movimentos do setor global de combustíveis.

O repasse dos reajustes da Petrobras nos preços dos combustíveis nas refinarias às bombas, entretanto, depende de movimentos e da estratégia de distribuidoras e de postos de combustíveis.

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