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Com dívidas de mais de R$ 1 bi, Brasil Pharma pede recuperação judicial

Raquel Stenzel

10/01/2018 12h57

SÃO PAULO (Reuters) - A Brasil Pharma, uma das grandes empresas de varejo farmacêutico do país, com dívidas de mais de R$ 1 bilhão, anunciou nesta quarta-feira (10) que pediu recuperação judicial depois de não conseguir resolver seus problemas financeiros extrajudicialmente.

Criado em 2009 como um veículo para consolidar compras de redes de drogarias regionais, o grupo atualmente controlado pela empresa Stigma Cayman, da norte-americana Lyon Capital, teve problemas de integração e passou por disputas entre acionistas, além de ter dívida elevada.

Atualmente, a Brasil Pharma possuiu 288 lojas nos Estados da Bahia, Pará e Pernambuco, com 430 franquias e mais de 4.500 funcionários, de acordo com dados incluídos no pedido de recuperação. Entre as suas redes estão Big Ben, Farmais e Farmácia Sant'ana, depois de ter vendido a rede Rosário em dezembro de 2016 e Mais Econômica em novembro de 2015.

"Durante a recuperação judicial o grupo Brasil Pharma, a companhia, suas subsidiárias, controladas e demais empresas do grupo concentrarão seus máximos e melhores esforços para preservar suas atividades comerciais e operacionais e assim cumprir com seus compromissos e obrigações", disse a empresa em fato relevante.

15 mil credores

O pedido de recuperação foi apresentado na cidade de São Paulo e o valor da causa foi estabelecido em R$ 1,2 bilhão. A empresa afirma no pedido ter 15 mil credores.

As principais e mais relevantes dívidas do grupo foram contraídas no ano passado, com a emissão de R$ 511 milhões em cédulas de crédito bancário e da sétima emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões, nas quais o banco BTG Pactual figura como credor, disse a empresa no pedido de recuperação judicial.

A companhia informou ainda que "até o presente momento" permanecem inalteradas as informações relacionadas à oferta pública de aquisição das ações (OPA) para a saída da empresa do segmento de especial de listagem no Novo Mercado.

A companhia decidiu deixar o segmento especial em novembro, alegando não ter conseguido cumprir patamar mínimo de ações em circulação no mercado.

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