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SAIBA MAIS-Veja algumas das declarações mais polêmicas de Bolsonaro

17/05/2018 18h58

SÃO PAULO (Reuters) - Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, tem gerado controvérsia com seus comentários que denigrem mulheres, homossexuais, negros e indígenas que o levaram à Justiça, mas não apagaram sua liderança precoce nas pesquisas para as eleições de outubro, nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece como candidato.

Suas promessas de acabar com o crime e corrupção deram grande popularidade ao ex-capitão do Exército.

Veja algum6as das declarações mais polêmicas de Bolsonaro:

- Em 2003, Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS): "Jamais iria estuprar você, porque você não merece". Durante a discussão, que foi gravada por uma rede nacional de televisão, o deputado ainda empurrou a parlamentar e a chamou de vagabunda.

- Em 2014, durante fala no plenário da Câmara, Bolsonaro voltou a repetir a mesma frase à mesma deputada. "Há poucos dias você me chamou de estuprador e eu te disse que só não ia te estuprar porque você não merece".

- Durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi presa e torturada durante a ditadura militar, na Câmara dos Deputados em 2016, Bolsonaro dedicou seu voto aos militares e em especial a um dos principais torturadores da ditadura a serem reconhecidos pela Justiça. "Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", afirmou.

- Durante participação em programa de rádio em 2016, o deputado afirmou que "o erro da ditadura foi torturar e não matar". A Comissão Nacional da Verdade estima que cerca de 440 pessoas tenham morrido durante o período, das quais 210 são consideradas desaparecidas.

- Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril deste ano, durante um evento no Rio de Janeiro em 2017, o deputado afirmou que deu "uma fraquejada" quando teve sua filha. "Eu tenho cinco filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher".

- A denúncia ainda indica uma outra ocasião em que Bolsonaro disse que agrediria homossexuais caso presenciasse um beijo. "Se eu ver dois homens se beijando na rua, vou bater", afirmou.

- Ao contar sobre a visita a um quilombo no interior do Estado de São Paulo, Bolsonaro disse: "Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador eles servem mais. Mais de 1 bilhão de reais

por ano gasto com eles", segundo a denúncia da PGR.

- Ainda segundo o texto da denúncia, em outra ocasião o parlamentar já havia indicado desprezo por homossexuais. "Nós, o povo, a sociedade brasileira, não gostamos de homossexual", afirmou.

- "Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo", disse ele à revista Playboy em 2011.

- Bolsonaro também já criticou o maior parceiro comercial do Brasil. Em entrevista à Reuters no ano passado, ele disse: "A China está tomando conta do Brasil. É um fator preocupante. Estão investindo em subsolo, agricultura, energia, portos e aeroportos". [nL2N1M8296]

(Reportagem de Laís Martins e Anthony Boadle)

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