ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Funcionários e investidores da Thyssenkrupp ampliam prazo para CEO firmar acordo com Tata Steel

21/06/2018 13h51

Por Christoph Steitz e Tom Käckenhoff

FRANKFURT/DUISBURO (Reuters) - A Thyssenkrupp e um grupo representando alguns dos investidores da siderúrgica ofereceram ao seu presidente-executivo mais tempo para finalizar um acordo de joint venture com a Tata Steel nesta quinta-feira.

Heinrich Hiesinger está sob ataque dos fundos ativistas Cevian e Elliott e está lutando para chegar a um acordo que satisfaça funcionários e acionistas, em meio à frustração com as negociações que se arrastam há mais de dois anos.

Thyssenkrupp e Tata Steel estão agora em fase final de negociações para combinar seus ativos de aço na Europa e criar o segundo maior participante do setor no continente depois da ArcelorMittal.

Hiesinger prometeu um acordo até o final de junho, mas as negociações foram difíceis, depois que a divisão europeia de aço da Thyssenkrupp superou a da Tata Steel, deixando uma lacuna de avaliação que as duas partes estão tentando superar.

"Ainda há uma série de questões não resolvidas até uma possível assinatura", disse em comunicado Tekin Nasikkol, presidente do conselho de funcionários da Thyssenkrupp Steel Europe e membro do conselho supervisor da Thyssenkrupp AG.

As opções da Hiesinger variam de mudar a estrutura acionária, hoje igualmente compartilhada, possivelmente para 55 e 45 por cento ou 60 e 40 por cento em favor da Thyssenkrupp, transferindo mais passivos da Thyssenkrupp para o empreendimento, excluindo a Tata Steel dos pagamentos de dividendos ou garantindo um pagamento em dinheiro da empresa indiana para liquidar a diferença.

Nasikkol confirmou que os líderes trabalhistas não apoiariam o empreendimento assumindo mais dívidas. Até agora, a Thyssenkrupp planeja transferir 4 bilhões de euros em passivos, em comparação com 2,5 bilhões de euros da Tata Steel.

Ele também disse que há uma boa chance de que a Tata Steel finalize um acordo com seus trabalhadores britânicos e holandeses até o final do mês --uma condição fundamental para os sindicatos alemães aprovarem a joint venture no conselho de supervisão da Thyssenkrupp.

(Por Christoph Steitz e Tom Käckenhoff)

Mais Economia