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Líderes da UE querem reforçar papel do fundo de socorro financeiro

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia devem acertar na sexta-feira um papel maior para o ESM, com detalhes sendo definidos até dezembro, mas deixarão para os ministros de finanças quando começarem conversas sobre um Plano de Seguro de Depósito Europeu (Edis, na sigla em inglês).

    O esboço de conclusão das negociações sobre a integração da zona do euro também não faz menção à ideia de um orçamento da zona do euro defendido pela França ou à reestruturação mais fácil de dívida soberana, proposta pela Alemanha.

    A minuta mostrou que os líderes vão endossar a ideia de que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), o fundo de resgate, deve, em caso de emergência, emprestar para ajudar a resolver os bancos falidos.

    A ajuda tomaria a forma de uma linha de crédito rotativo do mesmo tamanho que o próprio fundo de resolução bancária - igual a 1 por cento dos depósitos cobertos na zona do euro, ou cerca de 55 bilhões de euros.

    O ESM também teria um papel maior na concepção e monitoramento de programas de assistência financeira, segundo o documento visto pela Reuters.

    "O Eurogrupo é convidado a concordar com um compromisso para o desenvolvimento do ESM até dezembro de 2018", diz o rascunho. "A Cúpula do Euro em formato inclusivo voltará a essas e outras questões em dezembro".

    O presidente dos ministros das Finanças da zona do euro, Mario Centeno, perguntou em carta a líderes na segunda-feira, se eles querem seguir a ideia franco-alemã de flexibilização de dívida, muito contestada pela altamente endividada Itália.

    Os líderes devem também endossar a conclusão da união bancária da UE, que ainda está faltando um sistema de garantia de depósitos em toda a UE que tornaria os depositantes bancários igualmente seguros em todo o bloco de 27 países.

    Mas a Alemanha e vários outros países do norte da Europa se opõem à introdução de tal esquema até que os riscos que os bancos estão assumindo, medidos pelo volume de inadimplência, sejam substancialmente reduzidos.

    Seguindo a redação do acordo franco-alemão da semana passada sobre como proceder com a integração mais profunda da zona do euro, o rascunho da declaração dos líderes da UE deixou a questão em aberto, sem mencionar quaisquer datas para Edis.

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