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Após greve, IGP-M acelera alta a 1,87% em junho pressionado por alimentos, diz FGV

Stéfani Inouye

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou o mês de junho com alta de 1,87%, ante avanço de 1,38% no mês anterior, sob o peso da alta dos preços dos alimentos como consequência da greve dos caminhoneiros que afetou o abastecimento no país no final de maio.

O dado informado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (28) ficou acima da expectativa em pesquisa da agência Reuters de elevação de 1,78% na mediana das projeções.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta em junho a 2,33%, de 1,97% no mês anterior.

No IPA, os preços dos Produtos Agropecuários avançaram 3,03% no mês, contra avanço de 0,98% em maio.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, mostrou que a pressão no varejo foi maior em junho ao subir 1,09%, contra alta de 0,26% antes.

A principal contribuição para o movimento foi dada pelo grupo Alimentação, que teve um aumento de 1,55% sobre variação positiva de 0,06% no mês anterior.

A FGV informou ainda que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,76% no mês de junho, depois de subir 0,3% anteriormente.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

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