ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Goldman Sachs, Prysmian e outras empresas perdem recurso contra multa de 302 mi de euros por cartel

12/07/2018 11h13

Por Foo Yun Chee

LUXEMBURGO (Reuters) - O banco de investimento Goldman Sachs , maior fabricante mundial de cabo Prysmian , a Nexans e oito outras empresas de cabo perderam nesta quinta-feira um recurso contra uma multa de 302 milhões de euros sobre cartel na União Europeia.

As empresas haviam entrado com recurso junto à Corte Geral, a segunda mais alta corte da Europa, pedindo que a decisão da Comissão Europeia de 2014 fosse descartada que a multa, reduzida.

O órgão antitruste da União Europeia disse que o grupo coordenou um poderoso cartel de cabo por quase 10 anos começando em 1999, compartilhando mercados e alocando clientes entre si. A ABB escapou de uma sanção de 33 milhões de euros por alertar as autoridades.

A corte rejeitou o recurso.

"A Corte Geral confirma as multas de mais de 300 milhões de euros que a Comissão impôs sobre os principais produtores europeus e asiáticos de cabos de (extra) alta voltagem pela participação deles em um cartel mundial", disseram os juízes.

A Prysmian recebeu a maior multa, de 104,6 milhões de euros, incluindo a multa conjunta de 37,3 milhões de euros com o Goldman Sachs. O banco adquiriu a empresa italiana por meio de seus fundos de private equity em 2005, mas vendeu sua participação posteriormente.

Outros membros do cartel são as empresas japonesas de cabo Exsym Corporation, J-Power Systems Corporation e Viscas Corporation, além da coreana LS Cable & System e da General Cable, por meio de sua subsidiária Silec.

Foram aplicadas multas ainda para a dinamarquesa NKT Holding, a sul-coreana Taihan Electric Wire <001440.KS>, além de Mitsubishi Cable Industries [MTCBL.UL], Sumitomo Electric Industries <5802.T> e Hitachi Metals Ltd <5486.T>. Sumitomoe Hitachi eram as antigas donas da J-Power Systems.

Órgãos antitruste no Japão, Coreia do Sul e Austrália já cobraram multas de milhões de dólares de empresas de cabo por práticas anticompetitivas.

Mais Economia