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Crescimento do PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para cima a 4,2%

29/08/2018 09h48

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco mais forte do que o projetado anteriormente no segundo trimestre, registrando o melhor desempenho em quase quatro anos uma vez que as empresas aumentaram os gastos com software e as importações caíram.

O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 4,2%, disse o Departamento de Comércio nesta quarta-feira (29) em sua segunda estimativa para o trimestre de abril a junho. O dado ficou um pouco acima da taxa de 4,1% que o departamento informou em julho, e foi a mais forte desde o terceiro trimestre de 2014.

As empresas gastaram mais em software do que o estimado anteriormente no segundo trimestre e o país também importou menos petróleo. Gastos empresariais mais fortes e uma conta de importação menor compensaram a pequena revisão para baixo nos gastos do consumidor.

Em comparação com o segundo trimestre de 2017, a economia cresceu 2,9% em vez dos 2,8% relatados anteriormente. A produção expandiu 3,2% no primeiro semestre de 2018, em vez de 3,1%, colocando a economia no caminho certo para atingir a meta de crescimento anual de 3% do governo do presidente Donald Trump.

Mas é improvável que o crescimento robusto do segundo trimestre seja sustentado dado fatores pontuais, como um pacote de corte de US$ 1,5 trilhão em impostos que proporcionou um choque nos gastos do consumidor após um apático primeiro trimestre e um carregamento antecipado de exportações de soja para a China para evitar tarifas comerciais retaliatórias.

O governo informou na terça-feira que o déficit comercial saltou em julho 6,3%, para US$ 72,2 bilhões, uma vez que a queda de 6,7% nos embarques de alimentos pesou sobre as exportações.

Embora os gastos dos consumidores tenham se mantido fortes no início do terceiro trimestre, o mercado imobiliário enfraqueceu ainda mais, com a construção residencial subindo menos que o esperado em julho e as vendas de novas moradias e de moradias usadas diminuindo.

Os economistas esperavam que o crescimento do PIB no segundo trimestre fosse revisado para baixo, a 4,0%. A economia cresceu a uma taxa de 2,2% no período de janeiro a março.

(Por Lucia Mutikani)

Economia