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Cristina Cavalcanti deixa Mineração Usiminas para assumir cargo de CFO da Samarco

Marta Nogueira

14/11/2018 17h13Atualizada em 15/11/2018 09h38

 RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Samarco, uma joint venture da Vale com a BHP Billiton, contratou para o cargo de diretora financeira Cristina Morgan Cavalcanti, que deverá iniciar na posição no início da próxima semana, informou a companhia à Reuters nesta quarta-feira.

Para assumir a diretoria --que estava vaga na Samarco--, Cristina deixou o cargo de diretora Administrativa e Financeira na Mineração Usiminas, subsidiária da Usiminas, onde atuava há quase dois anos.

"A nova diretora Financeira da Samarco, Cristina Morgan Cavalcanti, possui larga experiência na área de Finanças, Planejamento Econômico Financeiro, Relações com Investidores, Contabilidade, Custos e Câmbio", disse a Samarco em nota à Reuters.

A executiva também trabalhou por mais de 17 anos na Usiminas, onde liderou o processo de renegociação da dívida da companhia envolvendo entidades financeiras e investidores no Brasil e no exterior. Atuou ainda no passado como analista na própria Samarco.

Agora, Cristina terá um papel importante na Samarco, em um momento em que a empresa acaba de entregar um plano de negócios aos credores da empresa, em um passo fundamental para a renegociação de sua bilionária dívida e retomada de suas operações, hoje prevista para 2020.

Em dezembro de 2017 a Samarco tinha dívidas de R$ 16,2 bilhão, incluindo juros, segundo a empresa.

Em entrevista há Reuters no início do mês, o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, revelou que o plano de negócios da Samarco "estabelece as condições da retomada, como será o aumento da produção, quais os investimentos necessários, como é o fluxo de caixa da companhia, o que vai sobrar para pagar a dívida".

As atividades da Samarco estão paralisadas há mais de três anos, quando uma barragem de rejeitos de minério de ferro em Mariana (MG) se rompeu, deixando 19 mortos, centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que percorre diversas cidades até atingir o mar capixaba.

Atualmente, a companhia está trabalhando para obter as licenças necessárias para voltar a operar.

Segundo dados da Samarco, a empresa apresentou prejuízos dos exercícios 2015, 2016 e 2017 somados de R$ 16,9 bilhões.

Devido à interrupção de suas atividades, a empresa tem atualmente cerca de 2.000 funcionários diretos e indiretos e a sua diretoria é composta apenas pelo diretor presidente Rodrigo Alvarenga Vilela e pelo diretor-adjunto Laurinho José da Silva.