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Guardia: PIB mostra recuperação "consistente", mas poderia ter sido melhor

30/11/2018 20h18

O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre indica uma "recuperação consistente e gradual", mas o resultado poderia ser melhor, não fossem a deterioração de condições financeiras e volatilidade por causa das eleições, disse nesta sexta-feira (30) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

Outros dois fatores que influenciaram negativamente o PIB foram ainda a fraqueza da construção civil e a paralisação da refinaria de Paulínia, que responde por 16% do refino no país, disse o ministro a jornalistas em Buenos Aires, antes da reunião de cúpula do G20, segundo áudio divulgado pelo ministério.

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"Tudo indica uma recuperação consistente e gradual da economia brasileira", afirmou Guardia.

"Evidente que no terceiro trimestre poderíamos ter um resultado melhor, tivemos o problema da paralisação da refinaria de Paulínia. Sem isso, o resultado da industria poderia ser melhor", acrescentou. "Deterioração das condições financeiras, mais volatilidade no período eleitoral, isso também afetou o crescimento."

Guardia ressaltou que o avanço de 0,8% do PIB na comparação com o trimestre anterior está em linha com as projeções do governo de um crescimento de 1,4% da economia neste ano, mas deve ser visto com cautela uma vez que a economia ainda sofre efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

Para o futuro, o ministro defendeu a aprovação de reformas estruturais e projetos de lei sugeridos pela atual equipe econômica ao Congresso, como o que trata do distrato de contratos imobiliários e que poderia impulsionar a atividade no setor de construção civil.

"Por que o investimento não cresceu mais ainda? Porque temos um importante setor da economia brasileira, que é construção civil, que responde por parcela relevante do investimento, esse setor não reagiu como o restante da economia", disse Guardia.

Os investimentos cresceram 6,6% no terceiro trimestre, o ritmo mais forte desde os 7,1% do quarto trimestre de 2009, também por causa da base de comparação deprimida no segundo trimestre devido à greve dos caminhoneiros.

"Com a continuidade das reformas a gente pode crescer mais", disse o ministro

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