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Setor público consolidado tem superávit primário acima das expectativas em outubro, de R$7,798 bi

30/11/2018 10h38

BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro teve superávit primário de 7,798 bilhões de reais em outubro, melhor que o esperado e ajudado pelas maiores receitas arrecadadas pela União, informou o Banco Central nesta sexta-feira.

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de um saldo positivo menor, de 1,95 bilhão de reais, para o mês.

No mês, o superávit do governo central (governo federal, BC e Previdência) foi de 10,197 bilhões de reais, mais que o dobro dos 4,967 bilhões de reais registrados no mesmo mês do ano passado.

Na véspera, o Tesouro já havia informado que o resultado melhor que o esperado teve forte contribuição da arrecadação com royalties de petróleo.

Ao mesmo tempo, as empresas estatais tiveram saldo positivo de 690 milhões de reais em outubro, enquanto os governos regionais tiveram déficit primário de 3,089 bilhões de reais.

No acumulado de janeiro a outubro, o setor público consolidado registrou déficit de 51,523 bilhões de reais, queda de 33,4 por cento sobre igual etapa de 2017. Em 12 meses, o déficit foi a 84,754 bilhões de reais, equivalente a 1,24 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Para o ano, a meta é de um rombo primário de 161,3 bilhões de reais, quinto resultado consecutivo no vermelho. Mas o governo prevê há tempos que o resultado será melhor. Na véspera, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, atualizou a estimativa a um déficit de 119 bilhões de reais para o setor público neste ano, folga de 42,3 bilhões de reais sobre o alvo fiscal.

"Se as projeções estiverem corretas vai ser cumprida a meta com uma folga, o que é muito bom, mostra um passo adicional em relação à consolidação fiscal", afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.

"Temos receitas que têm crescido em função da recuperação da economia, ainda que gradualmente, como vimos o resultado do PIB divulgado hoje cedo. E em relação às despesas, o crescimento tem sido mais contido", disse.

Entre julho e setembro, o PIB brasileiro cresceu 0,8 por cento sobre o segundo trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, mostrando aceleração em relação ao período de abril a junho, em um efeito diretamente ligado ao fato de a atividade ter sido fortemente deprimida pela greve dos caminhoneiros, em maio.

DÍVIDA

Em outubro, a dívida bruta caiu a 76,5 por cento do PIB, contra 77,2 por cento em setembro. Já a dívida líquida avançou 1,2 ponto na mesma base de comparação, a 53,3 por cento do PIB -- maior nível desde maio de 2004 (53,5 por cento).

"Apesar de ter havido um déficit nominal muito baixo no mês de outubro (de 6,107 bilhões de reais), houve uma apreciação cambial de 7,1 por cento que bate diretamente nos estoques da dívida líquida e contribui para aumentar a dívida líquida", disse Rocha.

(Por Marcela Ayres)

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