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Arrecadação federal sobe 5,36% e atinge patamar recorde para fevereiro, de R$115,062 bi

21/03/2019 10h39

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação do governo federal registrou alta real de 5,36% em fevereiro sobre igual período do ano passado, ao patamar recorde de R$ 115,062 bilhões, ajudada pelo forte crescimento de impostos recolhidos de empresas no período.

Com isso, a arrecadação voltou a crescer após três meses de queda, no desempenho mais forte para o mês da série disponibilizada em apresentação da Receita Federal, com início em 2007.

O dado também veio um pouco acima da estimativa de R$ 114 bilhões apontada em pesquisa da agência de notícias Reuters junto a analistas.

Imposto de Renda

No mês, a arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)/Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) teve alta de 37,45% sobre fevereiro do ano passado, num acréscimo de R$ 5,817 bilhões.

A Receita apontou nesta quinta-feira que houve recolhimento atípico de R$ 4,6 bilhões de IRPJ/CSLL no mês, mas não deu explicações imediatas.

Outros tributos também contribuíram positivamente, mas com um peso menor para o desempenho geral de fevereiro.

O Imposto de Renda Pessoa Física, por exemplo, subiu 32,86% sobre um ano antes (+ R$ 409 milhões), ao passo que a receita previdenciária avançou 1,11% na mesma base de comparação (+ R$ 371 milhões).

No primeiro bimestre, a alta real da arrecadação foi de 1,76%, a R$ 275,487 bilhões, melhor desempenho para o período desde 2014 (R$ 276,265 bilhões, em dado corrigido pela inflação).

Meta de déficit é R$ 139 bilhões

A arrecadação é fator importante para a busca de reequilíbrio fiscal.

Para 2019, a meta de déficit primário é de R$ 139 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência). O governo vem reiterando que irá cumpri-la e que buscará, inclusive, zerar o rombo neste ano.

Para tanto, depende de receitas extraordinárias que seguem envoltas em incertezas. Até o dia 22 deste mês, o governo deverá atualizar as perspectivas para 2019 em seu relatório bimestral de receitas e despesas, e a expectativa é que faça contingenciamento de recursos para se precaver de eventuais frustrações de receita.

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