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Eletrobras é condenada a indenizar trabalhadores por declarações feitas por CEO em 2017

Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras - Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras Imagem: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

03/12/2019 08h02

RIO DE JANEIRO, 2 Dez (Reuters) - A 67ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro condenou a Eletrobras, em primeira instância, em ação por danos morais coletivos, movida pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), que alegou ofensas e acusações infundadas aos trabalhadores pelo presidente da companhia, informou o sindicato em nota.

A sentença, assinada pela juíza do Trabalho Gabriela Canellas Cavalcanti, condena a Eletrobras a pagar uma indenização de R$ 40 mil, destinada aos trabalhadores representados pelo Senge-RJ, por danos morais coletivos, disse o sindicato. Estima-se que a estatal empregue cerca de 200 engenheiros.

"O Senge-RJ, contudo, vai recorrer à segunda instância, no Tribunal Regional do Trabalho, na tentativa de aumentar o valor da indenização concedida", afirmou.

A ação contra a estatal, disse o Senge-RJ, se baseou em afirmações feitas pelo presidente Wilson Ferreira Jr., durante reunião com sindicalistas, em junho de 2017, quando discutiam o plano de reestruturação que previa redução de horas extras, periculosidade, sobreaviso, redução de custos administrativos, centro de serviços compartilhados.

"Durante essa negociação, conforme registrado em áudio gravado por participantes, o presidente da empresa 'passou a desferir ofensas a trabalhadores integrantes da categoria profissional, principalmente ao posto de gerência, atribuindo-lhes a pecha de 'inúteis', 'vagabundos' e 'safados''", afirmaram os documentos citados na sentença, proferida em 7 de novembro.

Procurada, a Eletrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

(Por Marta Nogueira; edição de Aluísio Alves)

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