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Com respaldo do exterior, Ibovespa mantém viés positivo e renova recorde

05/12/2019 11h46

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mantinha o viés positivo nesta quinta-feira, com o Ibovespa renovando máximas históricas, em movimento favorecido pelo viés benigno no exterior e apostas na retomada da economia brasileira.

Às 11:43, o Ibovespa subia 0,27 %, a 110.601,03 pontos. O volume financeiro somava 2,807 bilhões de reais.

"O ambiente externo segue 'soprando ventos' favoráveis ao risco nesta manhã, o que por sua vez alimenta apostas positivas com os ativos locais, especialmente com a Bovespa", escreveu a equipe da H.Commcor em nota a clientes.

Em Washington, a assessora da Casa Branca disse que a expectativa é de que os Estados Unidos façam um bom acordo comercial com a China, mantendo o clima mais tranquilo em relação às negociações comerciais entre as duas economias.

No Brasil, permanecem as perspectivas mais positivas para o cenário econômico e de reformas, que têm dado relevante suporte ao avanço do Ibovespa, que já ultrapassa 25% em 2019.

O Credit Suisse avalia que as reformas no país devem seguir nos próximos dois anos, com aprovações de propostas combinadas com uma agenda mais amigável ao mercado corroborando inflação e juros baixos e expansão mais forte do PIB.

DESTAQUES

- BRADESPAR PN subia 1,92%, após decisão judicial que julgou improcedente um pleito da Litel contra a companhia, na qual cobra 1,4 bilhão de reais paga pela Litel à Elétron, e que correspondeu a 50% da liquidação de uma sentença arbitral em litígio.

- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,12%, com o setor bancário como um todo favorecido pelas perspectivas mais favoráveis para a economia, mas também tendo de pano de fundo o IPO da XP Inc, grupo no qual detém participação relevante, esperado para a próxima semana, que pode avaliar a XP em quase 14 bilhões de dólares. BTG PACTUAL UNIT caía 0,28%. Ainda no setor, BRADESCO PN ganhava 0,90%.

- JBS ON subia 0,88%, um dia após anunciar que planeja investir cerca de 8 bilhões de reais no Brasil nos próximos cinco anos, enquanto se prepara para atender o aumento da demanda por carne no país e no exterior. No setor, MARFRIG ON tinha alta de 0,91%. O Itaú BBA manteve recomendação neutra para a ação, mas elevou o preço-alvo a 12,5 reais. BRF ON perdia 0,25%.

- MAGAZINE LUIZA ON subia 0,93% nesta sessão, após quatro queda seguidas, descolando do setor, enquanto VIA VAREJO perdia 1,16% e B2W ON caía 0,17%. Ainda no varejo, LOJAS AMERICANAS PN caía 0,99% e LOJAS RENNER ON recuava 1,36%.

- BB SEGURIDADE ON avançava 0,55%. A XP Investimento destacou positivamente o fato de a seguradora conseguir retomar a liderança em outubro, com uma captação líquida de 11,2 bilhões de reais, "especialmente considerando a agressividade do cenário competitivo no segmento".

- BRASKEM PNA mostrava declínio de 0,55%, em sessão de ajustes, após alta nos quatro pregões anteriores, período em que acumulou valorização de 4%.

- VALE ON rondava estabilidade, em sessão de queda dos preços do minério de ferro na China.

- CSN declinava 0,08%, um dia após encontro com investidores em Nova York e tendo no radar estimativas sobre produção de aço no Brasil em 2020. USIMINAS PNA tinha estabilidade, com dados de produção de veículos também no pano de fundo. GERDAU PN subia 0,41%.

- PETROBRAS PN avançava 1,05%, ajudada pela alta dos preços do petróleo no exterior, em dia reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de países aliados, com expectativas de anúncio de aumento de cortes na produção da commodity. Um painel ministerial de membros Opep + recomendou ampliar acordo para cortes de produção de petróleo em 500 mil barris por dia, disseram duas fontes à Reuters.

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