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Brasil se torna maior mercado da Heineken, que espera alta no lucro em 2020

Paulo Whitaker/Reuters
Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

Philip Blenkinsop

Bruxelas

12/02/2020 09h28Atualizada em 12/02/2020 18h01

Resumo da notícia

  • Segunda maior cervejaria do mundo viu aumento forte de vendas no Vietnã, Camboja e Brasil, com crescimento de dois dígitos
  • Brasi agora é o maior mercado da marca no mundo
  • Empresa espera alta nas receitas em 2020 com volumes mais altos, preços e consumidores mudando para cervejas mais caras
  • Estimativa média de analistas é de crescimento de lucro de 6% neste ano

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, prevê que os custos mais baixos de cevada e alumínio ajudarão a aumentar os lucros neste ano, quando seu presidente-executivo deixará o cargo. O Brasil, onde a Heineken se expandiu para se tornar a segunda maior cervejaria do país em 2017, agora é o maior mercado da marca.

As ações da companhia disparavam mais de 6% no pregão de hoje, com investidores repercutindo positivamente sólidos resultados do quarto trimestre, liderados pelo crescimento no Brasil, Vietnã e Camboja.

A empresa disse que as receitas devem subir em 2020 com volumes mais altos, preços e consumidores mudando para cervejas mais caras.

Juntamente com um aumento mais moderado nos custos de matérias-primas, a empresa deve registrar um aumento percentual de um dígito médio no lucro operacional em 2020, estimou, acrescentando ser muito cedo para avaliar o impacto do surto de coronavírus em seus negócios.

"Somos cautelosos, estamos apenas analisando a situação, mas com certeza não é paralisante, seria uma palavra muito forte, mas terá algumas consequências", afirmou o presidente-executivo de saída, Jean-François van Boxmeer, em uma teleconferência.

Van Boxmeer, belga e presidente-executivo desde 2005, deve deixar o cargo em 1º de junho, um ano antes do esperado. Ele será sucedido pelo chefe das operações asiáticas, o holandês Dolf van den Brink, disse a Heineken ontem.

Analistas disseram que a mudança não foi uma grande surpresa e que Van den Brink, que também liderou as operações da Heineken nos EUA e no México, foi uma escolha lógica.

Impulso do Brasil

A Heineken disse que os volumes de cerveja cresceram 4,1% no quarto trimestre, com os aumentos mais fortes no Vietnã, Camboja e Brasil.

"Um final de ano forte", disse Trevor Sterling, analista de bebidas da Bernstein Securities, destacando o crescimento de dois dígitos nesses três países.

O Brasil, onde a Heineken se expandiu para se tornar a segunda maior cervejaria do país em 2017, agora é o maior mercado da marca Heineken.

A estimativa média dos analistas é de crescimento de lucro de 6% neste ano, de acordo com um consenso compilado pela empresa. O vice-presidente de Finanças, Laurence Debroux, se recusou a colocar um intervalo numérico na previsão da Heineken.

As projeções são as mesmas da Heineken há um ano. No entanto, a empresa atenuou em outubro as expectativas relacionadas ao lucro, dizendo que o lucro operacional aumentaria apenas 4%.

O número final de 2019 antes de itens extraordinários foi de 4,02 bilhões de euros (R$ 19 bilhões), um aumento de 3,9% e exatamente em linha com o consenso do mercado.

Em termos regionais, os números de lucro também foram semelhantes às expectativas, com um leve desempenho superior na África, Oriente Médio e Leste Europeu e nas Américas, contra um leve desempenho inferior na Ásia-Pacífico e na Europa.

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