PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Bolsonaro elogia manifestações de domingo, mas diz que devem ser repensadas por conta do coronavírus

12/03/2020 20h46

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro elogiou nesta quinta-feira as manifestações previstas para o próximo domingo, mas disse que elas precisam ser repensadas para não colocar a saúde da população em risco por conta do coronavírus.

Em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro disse que é provável um aumento do número de casos da doença no Brasil, mas não há motivo para pânico e que o governo está atento para manter a situação sob controle.

Diante das manifestações populares previstas para domingo --que têm entre seus motes protestos contra o Congresso e o Judiciário--, o presidente defendeu um "povo atuante e zeloso com a coisa pública", no que pode ser visto como um recado ao Congresso. Fez um alerta, no entanto, sobre grandes aglomerações no quadro atual.

"Queremos um povo atuante e zeloso com a coisa pública. Mas jamais podemos colocar em risco a saúde da nossa gente. Os movimentos espontâneos e legítimos marcados para o dia 15 de março atendem aos interesses da nação. Balizados pela lei e pela ordem, demonstram o amadurecimento da nossa democracia presidencialista", disse Bolsonaro no rápido pronunciamento.

"Precisam, no entanto, diante dos fatos recentes, ser repensados. Nossa saúde e de nossos familiares devem ser preservados", argumentou.

O presidente fez um apelo por "união, serenidade e bom senso" e falou que as "motivações da vontade popular continuam vivas e inabaladas".

"Não podemos esquecer no entanto que o Brasil mudou. O povo está atento e exige de nós respeito à Constituição e zelo pelo dinheiro público", disse.

Os últimos dias registraram forte tensão nas relações entre Bolsonaro e o Congresso, em meio à disputa sobre o controle de recursos do Orçamento Impositivo e acabaram levando à derrubada de um veto presidencial relacionado do Benefício de Prestação Continuada (BPC) com grave impacto fiscal.

(Por Maria Carolina Marcello e Alexandre Caverni)