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Cenário parece levar BC a corte 'final' ou 'residual' de juros, diz banco

Banco Central parece ser levado a um corte "final" ou "residual" dos juros em agosto, diz UBS - Adriano Machado
Banco Central parece ser levado a um corte "final" ou "residual" dos juros em agosto, diz UBS Imagem: Adriano Machado

22/06/2020 16h45

O Banco Central parece ser levado a um corte "final" ou "residual" dos juros em agosto, em meio ao balanço entre a atual crise, perspectivas de baixa inflação, efeitos de estímulos fiscais sobre a demanda e estimativas para a dívida pública, disse o UBS em relatório.

O UBS espera que a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que será publicada amanhã, ofereça mais pistas sobre os próximos passos do colegiado.

"Os próximos passos são mais sensíveis, já que a Selic já está abaixo das taxas de seus pares e a taxa real de juros de curto prazo ex-ante (estimada) está em território negativo. Isso suscita um debate adicional sobre o 'lower bound efetivo'", afirmou o UBS em nota.

À medida que as taxas de juros caem no Brasil e no mundo, o mercado tem ampliado o debate sobre o conceito de "zero lower bound" —limite a partir do qual a política monetária perderia sua eficácia para estimular a economia.

No começo do mês, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, disse que os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) têm apetites diferentes para testar o limite para os juros básicos, também ponderando que o próprio cálculo dessa fronteira é feito de maneiras distintas.

O UBS estima que o BC fará um corte "final" de 25 pontos-base da Selic em agosto, para nova mínima recorde de 2%.

"Se a economia tiver uma recuperação gradual e a inflação convergir para a meta entre o fim de 2021/22, talvez possamos observar algum aperto (monetário) apenas no fim do próximo ano", disseram profissionais do UBS na nota.

Na última quarta-feira, o Copom reduziu a Selic em 75 pontos-base, para 2,25% ao ano, em linha com a expectativa majoritária do mercado. Em comunicado divulgado após a decisão, o BC deixou aberta a porta para novo corte "residual" à frente, condicionado à avaliação do cenário.

A expectativa de corte de 25 pontos-base em agosto é compartilhada por vários profissionais do mercado, mas alguns se dividem entre chance de redução ainda maior, de 50 pontos-base, ou mesmo de estabilidade.

Na curva de DI, o mercado projetava nesta segunda-feira Selic média em dezembro em torno de 2,05% ao ano.

Economia