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Ibovespa passa por realização de lucros e fecha em queda

22/06/2020 17h39

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% nesta segunda-feira, reflexo de realização de lucros, após quatro pregões seguidos de alta, com bancos entre as maiores pressões de baixa, com exceção de BTG Pactual, que avançou 5,5% após anunciar oferta de ações.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,28%, a 95.335,96 pontos. Na semana passada, havia acumulado alta de 4%, ampliado os ganhos no mês para 10,5% e no trimestre para mais 30%.

O volume financeiro da sessão somou 23 bilhões de reais.

Nem o viés positivo em Wall St inibiu a correção na bolsa local, com o S&P 500 fechando em alta de 0,65%, apoiado particularmente no setor de tecnologia, apesar do aumento de casos de Covid-19 nos EUA e em outras grandes economias.

Para o analista de investimentos José Falcão, da Easynvest, o Ibovespa subiu muito forte e rápido, então é natural que passe por uma correção, principalmente quando se aproxima dos 100 mil pontos, que representa uma barreira psicológica muito forte.

"É natural que fique oscilando ao redor dos 95 mil pontos, podendo até alcançar 90 mil pontos, antes de buscar os 100 mil pontos", acrescentou.

Ele observou ainda que o otimismo do mercado com a reabertura das economias tem sido limitado pelo receio de uma segunda onde de infecções pela Covid-19.

Por ora, ele avalia que o Ibovespa mantém a tendência de alta, precificando a retomada de economias no segundo semestre, mas isso não impede movimentos de realização de lucros como o verificado nesta sessão.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN recuou 3,1%, após forte valorização de quase 8% na última semana, com o movimento de baixa sendo acompanhado pelo setor, com BRADESCO PN recuando 3,49%. O Banco Central teve fórum por videoconferência sobre a plataforma de pagamentos instantâneos do PIX, que tende a fomentar a competição no setor bancário.

- BTG PACTUAL UNIT avançou 5,54%, após anunciar oferta bilionária de units, que deve ser precificada no próximo dia 29, para acelerar iniciativas estratégicas e o crescimento da sua plataforma de varejo digital.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuaram 2,42% e 1,84%, respectivamente, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior. No mês, os papéis ainda acumulam acréscimos de cerca de 3% e 4,94%, nessa ordem.

- MINERVA ON e JBS ON perderam 4,84% e 3,18%, respectivamente, tendo de pano de fundo a queda do dólar em relação ao real, com a cotação chegando a recuar para menos de 5,20 reais. No setor de proteínas, BRF ON e MARFRIG ON recuaram 1,96% e 2,8%.

- VALE ON cedeu 0,31%, em meio à queda dos futuros do minério de ferro na China, recuando de máxima de mais de oito meses atingida na sessão anterior, com redução na demanda por causa da estação de chuvas.

- RD ON fechou em baixa de 5,56%, pior desempenho do Ibovespa, praticamente zerando a valorização da última semana e voltando a ficar negativo no acumulado do mês.

- IRB BRASIL RE ON saltou 16,46%, recuperando patamar da segunda semana do mês, embora ainda acumule em 2020 declínio ao redor de 70%, pior desempenho no Ibovespa, em meio a uma série de adversidades envolvendo a resseguradora.

- COGNA ON subiu 4,75%. Na visão de analistas do BTG Pactual, apesar do cenário desafiador para o ensino superior, a ação está subvalorizada, principalmente considerando o crescimento forte do segmento de ensino fundamental. Eles reiteraram recomendação de 'compra', com preço-alvo de 8 reais.

- SABESP ON avançou 4,41%, tendo no radar expectativa de votação do marco do saneamento nesta semana, bem como relatório de analistas do Bradesco BBI elevando a recomendação dos papéis para 'outperform'.

- BANCO INTER UNIT , que não está no Ibovespa, disparou 19%, em meio a ruídos relacionados ao potencial destino dos recursos da oferta do BTG Pactual.

Economia