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Países amazônicos pedem ao BID que estruture financiamento para sustentabilidade

11/08/2020 20h04

BOGOTÁ (Reuters) - Líderes de países amazônicos disseram nesta terça-feira que vão pedir ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que estruture uma iniciativa de financiamento destinada a canalizar recursos para o desenvolvimento sustentável da floresta.

Os presidentes de Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador e representantes da Guiana e do Suriname realizaram uma reunião virtual para discutir os esforços contínuos de proteção da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e um baluarte fundamental contra as mudanças climáticas.

“Em proteção de nossa soberania, de nossa soberania ambiental, estamos mais unidos do que nunca para que as ações que incorporamos ao nosso plano tenham financiamento, tenham viabilidade e tenham o impacto desejado”, disse o presidente colombiano, Iván Duque, em seu discurso de abertura.

Incêndios generalizados no ano passado geraram uma preocupação crescente sobre a Amazônia, onde focos de fogo estão surgindo novamente.

Os sete países assinaram no ano passado um pacto para proteger a Amazônia por meio da coordenação de resposta a desastres e monitoramento por satélite.

Os países pedirão ao BID que "elabore, estruture, implemente e administre a Iniciativa de Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável e a Bioeconomia da Amazônia", afirmaram em comunicado conjunto. Os recursos virão de bancos públicos, privados e multilaterais, mas nenhum valor em dólares foi especificado.

A iniciativa visa "garantir a melhor canalização e execução dos recursos de todos os mecanismos de financiamento disponíveis", acrescenta o comunicado.

O fundo fornecerá recursos para ajudar a mudar os padrões de produção, apoiar atividades econômicas sem desperdício, auxiliar cidades sustentáveis, infraestrutura e turismo e combater atividades ilegais.

Também apoiará prevenção de desastres e atenção e monitoramento da floresta, de acordo com o comunicado.

Os países também buscarão realizar uma cúpula com o setor privado e outros atores para trabalhar sobre o potencial investimento em cadeias produtivas voltadas para a conservação, afirmaram.

(Reportagem de Julia Symmes Cobb)