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Em dia sem EUA, dólar tem leve ajuste para cima após quedas recentes

26/11/2020 17h04

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quinta-feira, dia de oscilações contidas em outros mercados de câmbio, com liquidez reduzida e sem a referência das praças norte-americanas, fechadas por um feriado.

O dólar à vista subiu 0,30%, a 5,3363 reais na venda, após variar entre 5,3591 reais (+0,72%) e 5,2967 reais (-0,45%).

Operadores hesitaram em seguir na ponta de venda depois de a cotação novamente se aproximar de sua média móvel de 200 dias, atualmente pouco abaixo de 5,29 reais. Evento similar ocorreu na semana passada.

Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,15%, a 5,3325 reais, às 17h23. Pouco mais de 116 mil contratos foram negociados até o momento no mercado futuro de dólar da B3, 41% da média dos últimos 90 pregões.

O dia foi fraco de movimentações também no exterior, com várias divisas mostrando variações limitadas ante o dólar. Wall Street e os demais mercados dos EUA permaneceram fechados pelo feriado de Ação de Graças.

Operadores lembraram que o dólar no Brasil vinha de dois dias de firme queda, em que acumulou retração de 2,11%, e que uma pausa em dia de menor liquidez seria esperada.

Do lado mais estrutural, o foco dos mercados segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil --cujas dúvidas, segundo analistas, explicam grande parte da depreciação nominal de 24,8% da moeda brasileira ante o dólar neste ano.

O UBS BB, assim como outros bancos estrangeiros, vê algum alívio para o câmbio em 2021, com expectativa de que o dólar feche o ano que vem em 4,95 reais, 8,3% abaixo do patamar esperado para o fim de 2020 (5,40 reais).

"O risco não é a saída de estrangeiros, mas, possivelmente, de recursos domésticos, se a situação se agravar. Como prevemos o déficit público recuar para o intervalo de 3% a 3,5% do PIB em 2021 e avanços nas reformas, esperamos o real ligeiramente mais forte ao término de 2021", disseram analistas do banco em revisão de cenário para a América Latina.

Eles avaliam que o real pode ser beneficiado ainda por melhora nos termos de troca e esperada alta da Selic na segunda metade de 2021 --do atual patamar de 2% para 3,75%.