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EIG vende fatia no gasoduto Bolívia-Brasil; mira novos investimentos

05/01/2021 14h32

Por Sabrina Valle e Gram Slattery

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A EIG Global Energy Partners fechou um acordo para a venda de sua participação de aproximadamente 27,5% na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) para a companhia belga Fluxys, disse nesta terça-feira o CEO da norte-americana, sem revelar o valor do negócio.

A TBG, que tem a Petrobras como sócia majoritária, com 51% de participação, possui e opera o trecho brasileiro do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), uma malha de cerca de 2.600 km, incluindo a principal rede de transporte de gás natural no Sul do Brasil.

A venda da participação na TBG encerra um conflito regulatório que poderia impedir uma oferta da EIG pela fatia de 51% no mesmo ativo que a Petrobras planeja vender, disse à Reuters o CEO Blair Thomas, em uma entrevista por videoconferência.

"Trata-se de nos libertar para uma estratégia mais ampla", disse Thomas, acrescentando que a companhia deverá buscar outros investimentos no setor.

A operação de venda deve ser concluída em cerca de dois meses após o cumprimento das condições precedentes entre as partes, disse a EIG em um comunicado, destacando que irá atuar em cooperação estratégica com a Fluxys no mercado de infraestrutura de gás do Brasil.

O fundo específico que detinha a participação na TBG será fechado, disse Thomas.

O lado boliviano do gasoduto --operado pela Gas TransBoliviano S.A. (GTB)--, no qual a EIG tem uma participação de 38%, será eventualmente vendido também, disse ele, sem revelar mais detalhes.

Em nota, o CEO da Fluxys, Pascal De Buck, afirmou que será importante continuar o desenvolvimento da infraestrutura-chave da TBG, que é capaz de fornecer ao Brasil cerca de um terço de seu suprimento diário de gás natural.

"Nosso objetivo é trazer para o conselho da TBG nossa experiência industrial com infraestrutura de gás em ambientes regulados e apoiar o progresso da empresa por meio do conhecimento compartilhado", afirmou.

O Santander atuou como assessor financeiro da EIG na transação, e Paul Hastings e Stocche Forbes foram assessores legais da EIG. O Citi atuou como assessor financeiro da Fluxys, que teve a Linklaters e o escritório Mattos Filho como assessores legais.

(Com reportagem adicional de Marta Nogueira)