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SP começará vacinação dia 25 se ministério atrasar programa nacional, diz secretário

08/01/2021 14h04

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O Estado de São Paulo vai iniciar a vacinação contra Covid-19 com a vacina CoronaVac no dia 25 de janeiro caso o Ministério da Saúde demore a iniciar um programa nacional de imunização, disse nesta sexta-feira o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn.

"Nós entendemos que pelo recrudescimento da pandemia, não podemos esperar", afirmou o secretário em entrevista coletiva.

"Caso essa imunização (nacional) atrase, seja mantida para os meses seguintes, fevereiro, março, nós estaremos sim para 25 de janeiro para aqueles grupos especialmente de trabalhadores da área de saúde, assim como a população idosa."

O Instituto Butantan, responsável pelos testes com a CoronaVac no Brasil e que já está envasando a vacina do laboratório chinês Sinovac em suas instalações em São Paulo, fechou contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 46 milhões de doses do imunizante para o Programa Nacional de Imunização, com a opção de entrega de outras 54 milhões.

"Nós seguiremos integralmente o contrato estabelecido com o Ministério da Saúde no fornecimento de 46 milhões de doses até abril ofertadas pelo Instituto Butantan", garantiu Gorinchteyn.

"Em todas as campanhas vacinais, especialmente as de gripe, o Estado de São Paulo sempre se antecipou ao Programa Nacional de Imunização e iniciou a vacinação com as devidas doses proporcionais da sua população. Não será diferente neste momento", garantiu.

Também na quinta-feira, o Butantan disse que os estudos clínicos em Fase 3 com a CoronaVac feitos no país mostraram que a vacina tem 78% de eficácia.

Nesta sexta, o instituto pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para uso emergencial da CoronaVac. O órgão regulador disse que a meta é analisar o pedido em até 10 dias.

Gorinchteyn disse na entrevista que os dados sobre a CoronaVac entregues nesta sexta à Anvisa, segundo ele num dossiê de cerca de 10 mil páginas, serão "devidamente democratizados" após a análise pela agência.