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Itaúsa vai vender mais ações da XP em 2022, diz presidente

O presidente-executivo da companhia, Alfredo Setubal - Fábio Motta/Estadão Conteúdo/AE
O presidente-executivo da companhia, Alfredo Setubal Imagem: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/AE

Alberto Alerigi Jr

Em São Paulo

15/02/2022 12h30

A holding Itaúsa vai vender mais ações da XP neste ano, mantendo estratégia do ano passado quando reduziu sua participação no grupo financeiro para levantar capital adicional, afirmou o presidente-executivo da companhia, Alfredo Setubal, hoje.

Em 2021, a Itaúsa vendeu fatia de 1,39% do capital da XP, levantando R$ 1,2 bilhão, cujos recursos foram destinados aos acionistas da holding por meio de distribuição de juros sobre o capital próprio, segundo informações do balanço da companhia divulgado na noite da véspera. Após a venda, a Itaúsa passou a deter 13,67% da XP.

"Ao longo deste ano deveremos fazer novas vendas de ações da XP para maximizar os resultados e reduzir ao máximo possível os impostos que temos que pagar", afirmou Setubal durante conferência com analistas e investidores sobre os resultados da holding no quarto trimestre.

"E também poderemos repor um pouco o caixa que estamos utilizando agora para fazer frente ao investimento na Alpargatas, que a gente estima em torno de 900 milhões de reais", acrescentou o presidente da Itaúsa.

Questionado sobre a estratégia do grupo nos próximos anos, Setubal afirmou que o endividamento da Itaúsa é baixo e que a empresa segue atenta a oportunidades de fusões e aquisições, mas reforçou interesse do grupo fora do setor financeiro, algo que inclui energias renováveis e concessões de infraestrutura.

Estas oportunidades podem ser capturadas com recursos da venda de ações da XP "ou por dívida", disse Setubal. "Entendemos que podemos ir a níveis bem superiores de endividamento", afirmou o executivo. A Itaúsa terminou 2021 com dívida líquida ajustada de R$ 3,79 bilhões.

Os recursos da venda de ações da XP também poderão ser direcionados ao pagamento de proventos aos investidores da empresa e até ao programa de recompra de ações da holding, disse o presidente da Itaúsa.

Sobre os dividendos previstos para este ano, Setubal afirmou que é provável que o Itaú Unibanco volte a pagar o percentual mínimo obrigatório de 25% do lucro neste ano. Com isso, "a expectativa é que o dividendo da Itaúsa não tenha (em 2022) a força que teve em anos anteriores", disse o executivo.

Ele lembrou, porém, que em 2021, a Itaúsa distribuiu R$ 800 milhões a mais de seus resultados em relação ao que o Itaú pagou em retornos à holding.

Setubal afirmou ainda que o dividend yield dos acionistas da Itaúsa "provavelmente não" chegará perto dos 12% projetados para a Selic este ano, mas "com certeza será um dividend yield maior do que a gente teve em relação aos resultados de 2021".