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Ações do Banco do Brasil saltam após resultado e projeções para o ano

O banco apurou uma alta de 60,5% no lucro recorrente do quarto trimestre sobre o mesmo período do ano anterior - Alexandre Moreira/Brazil Photo Press
O banco apurou uma alta de 60,5% no lucro recorrente do quarto trimestre sobre o mesmo período do ano anterior Imagem: Alexandre Moreira/Brazil Photo Press

Carolina Mandl

Em São Paulo

15/02/2022 13h04

As ações do Banco do Brasil disparavam mais de 5% hoje, depois da publicação de resultados do quarto trimestre acima do esperado pelo mercado e da divulgação de metas ambiciosas para este ano.

O banco apurou uma alta de 60,5% no lucro recorrente do quarto trimestre sobre o mesmo período do ano anterior, para R$ 5,9 bilhões, superando média de previsões de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 4,81 bilhões. O desempenho veio principalmente com menores provisões para inadimplência.

O banco estima lucro líquido para 2022 de entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões, com expectativa de manter sob controle a qualidade dos ativos e os custos. A receita com tarifas deve crescer em ritmo mais acelerado, apesar da competição ferrenha com fintechs, projeta o BB (Banco do Brasil).

Muitos analistas afirmaram em relatórios nesta terça-feira que depois do resultado do quarto trimestre e das projeções para 2022, que mostram expectativa de alta de cerca de 24% no lucro este ano, a ação do banco está barata.

"O valuation está excessivamente descontado, mais ainda quando se considera o ponto médio da estimativa, de 24,5 bilhões de reais", escreveram analistas do Credit Suisse.

Isso coloca o múltiplo preço/lucro do BB em apenas 3,9 vezes, afirmaram os analistas do Credit Suisse. Enquanto isso, segundo a Refinitiv, os múltiplos dos rivais privados Itaú Unibanco e Bradesco são negociados a 8,7 e 6,9 vezes.

O presidente-executivo do BB, Fausto Ribeiro, afirmou a jornalistas que o banco vai continuar a reduzir a diferença de rentabilidade que o separa dos rivais privados.

Ribeiro disse que o BB vai se concentrar em reprecificar taxas de juros para equiparar com o aumento de custo de captação de recursos, bem com da Selic.

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