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Fed alerta para pressões salariais com inflação ainda em alta

25/02/2022 16h18

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - A medida preferencial de inflação do Federal Reserve subiu novamente em janeiro, e um novo relatório do banco central dos Estados Unidos alertou que as pressões de preços podem persistir, a menos que a escassez de trabalhadores disponíveis comece a diminuir.

Os novos dados de inflação, juntamente com o sentimento crescente no Fed de que a alta dos preços pode ser mais difícil de conter do que previsto, provavelmente consolidará a intenção do banco central de aumentar a taxa de juros ao longo do ano, começando com uma alta inicial em março em relação ao atual nível próximo de zero.

Formuladores de política monetária terão de analisar um novo e imprevisto conjunto de riscos em sua discussão: a invasão militar da Rússia à Ucrânia pode afetar as perspectivas econômicas de maneiras imprevisíveis e potencialmente prejudicar o crescimento global e os mercados financeiros.

Mas as autoridades do Fed dizem ser improvável que a crise mude seus planos imediatos de começarem a apertar a política monetária em resposta a uma inflação que não apenas está alta, mas continua a subir.

O índice de preços para despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 6,1% em 12 meses até janeiro, maior taxa desde 1982 e mais que o triplo da meta de inflação de 2% que o Fed estabeleceu para a economia dos EUA.

Essa medida de inflação anual, divulgada mensalmente pelo governo, tem vindo tão alta quanto o mês anterior ou maior por 14 meses consecutivos, sequência não vista desde a década de 1970. Isso desmonta argumentos ouvidos recorrentemente pelo Fed no ano passado de que a elevação dos preços seria "transitória" e desapareceria conforme a economia reabrisse.

A variação mensal no mesmo índice, vista por algumas autoridades como um sinal de moderação, não mostrou sinais de arrefecimento.