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Soja turbina receita da Rumo no 1º tri, mas juro e combustíveis ditam prejuízo

A companhia de logística dos mesmos controladores da Cosan anunciou nesta quinta-feira que teve prejuízo líquido de 68 milhões de reais de janeiro a março - iStock
A companhia de logística dos mesmos controladores da Cosan anunciou nesta quinta-feira que teve prejuízo líquido de 68 milhões de reais de janeiro a março Imagem: iStock

Aluisio Alves

05/05/2022 19h58Atualizada em 05/05/2022 20h14

A antecipação da safra da soja turbinou os volumes transportados e o faturamento da Rumo no primeiro trimestre, evolução ofuscada na última linha do balanço pela piora do resultado financeiro e do forte aumento dos preços dos combustíveis.

A companhia de logística dos mesmos controladores da Cosan anunciou nesta quinta-feira que teve prejuízo líquido de 68 milhões de reais de janeiro a março, ante lucro de 175 milhões de reais na mesma etapa de 2021.

Por um lado, o volume transportado no trimestre somou 18,1 bilhões de toneladas equivalentes (TKU), volume 30,5% maior do que um ano antes, devido à safra antecipada de soja e a ganhos operacionais, que permitiram maior capacidade.

Isso, aliado a um aumento de 2,7% nas tarifas, fizeram a receita líquida da companhia crescer 26,3% ano a ano, para 2,2 bilhões de reais.

Porém, o custo dos serviços prestados avançou mais rápido, evoluindo 29,1% no comparativo anual, a 1,57 bilhão de reais, refletindo sobretudo o aumento de 47% do preço do combustível.

No relatório, a companhia alegou que enfrentou um período adverso para maior repasse de preços a clientes.

De todo modo, o resultado operacional da Rumo medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda) no trimestre alcançou 1 bilhão de reais, crescimento de 20,4%. Mas a margem Ebitda encolheu 2,3 pontos percentuais, para 45,4%.

O prejuízo, segundo a operadora de logística refletiu principalmente o efeito da alta de juros no resultado financeiro negativo, que mais que dobrou para 500 milhões de reais. A dívida líquida da empresa fechou março em 9,6 bilhões de reais, alta de 2,2% na base sequencial, enquanto a alavancagem financeira fechou em 2,7 vezes, ante 2,8 vezes na mesma comparação.