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Febraban melhora previsão para carteira de crédito este ano

Para 2023, o levantamento captou melhora da estimativa para a expansão do crédito direcionado tanto para a pessoa física quanto jurídica. - iStock/Getty Images
Para 2023, o levantamento captou melhora da estimativa para a expansão do crédito direcionado tanto para a pessoa física quanto jurídica. Imagem: iStock/Getty Images

Alberto Alerigi Jr.

24/02/2023 11h29

SÃO PAULO (Reuters) - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) elevou de 8,2% para 8,3% a projeção para o crescimento da carteira de crédito das instituições financeiras que atuam no país este ano, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

A pesquisa é realizada a cada 45 dias após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela primeira vez coletou projeções para o crédito em 2024, com a média de expectativas indicando expansão da carteira total de 7,4% no próximo ano.

Isso "aponta para a continuidade do movimento de acomodação do crescimento do crédito", afirmou Febraban em comunicado à imprensa.

Para 2023, o levantamento captou melhora da estimativa para a expansão do crédito direcionado tanto para a pessoa física quanto jurídica.

A projeção para a carteira do crédito direcionado pessoa física passou de 8,6% para 9,2%, enquanto para a carteira pessoa jurídica, a projeção subiu de 5,8% para 7,1%, afirmou a entidade.

"No caso da carteira direcionada, uma explicação possível é a possibilidade de termos uma maior atuação dos bancos públicos no novo governo no mercado de crédito", disse Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban no comunicado.

"Outra possibilidade...é que a elevação dos juros no mercado livre e um desempenho mais fraco do mercado de capitais podem aumentar a demanda por recursos no segmento direcionado de pessoa jurídica", acrescentou.

Além da previsão sobre o crescimento da carteira, o levantamento captou melhora na expectativa para a inadimplência da carteira Livre este ano, cuja projeção saiu de 4,7% para 4,4%.

O levantamento foi realizado junto a 19 bancos entre 8 e 14 de fevereiro, afirmou a Febraban.