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Ibovespa hesita com pressão de Vale e foco em decisão sobre combustíveis

27/02/2023 11h24

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa não mostrava uma tendência clara nesta segunda-feira, pressionado particularmente pelo declínio da Vale, na esteira da queda do minério, enquanto agentes financeiros monitoram as movimentações relacionadas à reoneração dos combustíveis, o que limitava o efeito benigno de praças acionárias no exterior.

Às 11:08, o Ibovespa caía 0,04 %, a 105.760,85 pontos. O volume financeiro somava 2,2 bilhões de reais. 11:08

Na sexta-feira, fechou em baixa de 1,67%, a 105.798,43 pontos, contabilizando uma perda de 3,1% na semana encurtada pelo Carnaval, em meio a receios de eventual esforço adicional de política monetária nos Estados Unidos diante da resiliência da inflação norte-americana.

A recuperação das bolsas na Europa e futuros acionários norte-americano nesta sessão oferecia algum suporte ao pregão brasileiro, embora limitado pela queda do minério de ferro na China, que pressionava as ações da mineradora Vale, que sozinha detém cerca de 15,5% do Ibovespa.

Investidores da bolsa paulista também aguardam os potenciais desdobramentos de reunião nesta manhã entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, nesta segunda-feira.

De acordo com a equipe da Ágora Investimentos, todas as atenções estão voltadas para a Medida Provisória dos combustíveis, que expira na terça-feira.

"Incertezas sobre a reoneração dos impostos sobre combustíveis colocam ainda mais pressão sobre o comportamento da inflação no futuro – já abalada pelos constantes questionamentos em torno da manutenção ou não do regime de metas", observou em relatório enviado a clientes.

DESTAQUES

- VALE ON cedia 1,22%, a 84 reais, afetada pela queda dos contratos futuros de minério de ferro na China e em Cingapura, depois que o centro de produção de aço chinês Tangshan foi obrigado no sábado a fechar parte da capacidade em resposta à forte poluição.

- PETROBRAS PN subia 0,85%, a 26,19 reais, e PETROBRAS ON ganhava 0,57%, a 29,75 reais, em meio às expectativas atreladas à reoneração dos preços dos combustíveis, tendo como pano de fundo variações modestas dos preços do petróleo no mercado externo.

- BRADESCO PN mostrava acréscimo de 0,3%, a 13,34 reais, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN registrava variação negativa de 0,16%, a 25,63 reais. Dados do Banco Central mostraram que as concessões de empréstimos no Brasil recuaram 15,3% em janeiro ante dezembro.

- MAGAZINE LUIZA ON avançava 0,83%, a 3,64 reais, em sessão positiva para o setor de consumo. A varejista também aprovou novo programa de recompra envolvendo até 40 milhões de ações, equivalente a 1,39% do total em circulação.

- ALLIAR ON, que não está no Ibovespa, caía 7,67%, a 20,58 reais, após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negar pedido de mais prazo para a oferta pública de aquisição de ações (OPA) pelo controlador da companhia de medicina diagnóstica. De acordo com a empresa, o controlador reapresentará o pedido para a OPA.

- IRB BRASIL ON, que também deixou de fazer parte do Ibovespa, perdia 5,44%, a 20,18 reais, após adiar a divulgação do resultado do quarto trimestre para 8 de março. Os números estão previstos para esta segunda-feira, após o fechamento do mercado.