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Campos Neto: processo de desinflação ainda não acabou, e é preciso convergir inflação para meta

Roberto Campos Neto, presidente do BC - Sérgio Lima/AFP
Roberto Campos Neto, presidente do BC Imagem: Sérgio Lima/AFP

Luana Maria Benedito

25/05/2023 10h18Atualizada em 25/05/2023 11h36

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que o processo de desinflação no Brasil ainda não acabou e que é preciso convergir a inflação para a meta.

Campos Neto destacou ainda, em comentários gravados para o Global Emerging Markets Summit 2023, promovido pela Moody's nesta quinta-feira, que é preciso avançar com calma na política monetária.

"Estamos comunicando que precisamos seguir adiante com paciência e serenidade, e achamos que o processo de desinflação ainda não acabou e precisamos garantir que faremos a inflação convergir para a meta", afirmou.

A meta para a inflação este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Mais cedo nesta quinta-feira, dados do IBGE mostraram que o IPCA-15, considerado prévia do IPCA, desacelerou a 0,51% em maio, depois de avançar 0,57% em abril, em resultado menor do que o esperado pelos mercados. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,07%, de 4,16% em abril, resultado mais fraco nessa base de comparação desde outubro de 2020 (+3,52%).

O Banco Central tem mantido a taxa Selic no atual nível de 13,75% há meses de forma a tentar controlar o ritmo de alta dos preços e ancorar as expectativas de inflação, mesmo em meio a repetidas críticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às condições monetárias apertadas.

Os comentários gravados de Campos Neto vieram ainda em meio a críticas do governo ao atual sistema de metas de inflação, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendendo uma flexibilização do calendário de cumprimento dos objetivos. O presidente do BC, por sua vez, várias vezes já defendeu a conjuntura atual de metas.