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Sindicato da Starbucks quer recrutar clientes para organizar piquetes

10/07/2023 12h22

Por Hilary Russ

NOVA YORK (Reuters) - Os baristas pró-sindicato da Starbucks estão levando sua campanha para a rua nesta segunda-feira e tentando uma nova tática: pedir aos clientes da rede de cafés que organizem piquetes em estabelecimentos não sindicalizados nos Estados Unidos.

O sindicato Workers United planeja distribuir panfletos durante um passeio de ônibus por 13 cidades para os clientes com um código QR que os leva a uma folha de inscrição para organizar seus próprios protestos durante um "dia nacional de ação 'Adote uma loja'" em 7 de agosto, de acordo com cópias dos panfletos vistas pela Reuters.

O sindicato está adotando uma tática mais agressiva de visar diretamente os clientes à medida que as negociações contratuais se arrastam. O sindicato e a empresa culpam um ao outro por atrasos nas negociações e supostas violações da lei trabalhista.

A Starbucks recebeu mais de 570 acusações de práticas trabalhistas injustas. Na quinta-feira, o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas processou a Starbucks por sua recusa em recontratar 33 trabalhadores enquanto transferia três lojas do centro de Seattle para outro local depois que um desses cafés se sindicalizou.

A disputa está ameaçando a reputação da Starbucks como empregadora progressista, com alguns investidores pressionando a empresa a prestar contas pelo tratamento que dá aos funcionários pró-sindicatos.

O sindicato agora representa baristas e supervisores de turno em cerca de 320 das cerca de 9.000 unidades pertencentes à Starbucks nos Estados Unidos. No entanto, seu crescimento recente está em risco se não conseguir fechar acordos nas lojas onde representa os funcionários.

"Apesar do fato de termos tentado agendar negociações para centenas de lojas, o Workers United só se encontrou com a Starbucks na mesa para avançar nas negociações de 11 lojas", disse a Starbucks em um comunicado.

"(Os funcionários) votaram pela negociação, não pelos ônibus", disse a empresa, acrescentando que as negociações paralisadas deixaram os trabalhadores tão frustrados que entraram com petições para expulsar o sindicato em várias lojas.

(Reportagem de Hilary Russ)