China exige que comerciantes de algumas commodities forneçam informações em tempo real

PEQUIM (Reuters) - O Ministério do Comércio da China informou na terça-feira que exigirá que os comerciantes de petróleo, minério de ferro, concentrado de cobre e potássio, que estão sujeitos a licenças de importação, apresentem informações em tempo real sobre as remessas, como parte dos esforços para estabilizar o mercado.

Também exigirá que os exportadores de terras raras enviem informações de acordo com as novas regras, em vigor desde 31 de outubro deste ano por dois anos.

O objetivo é "compreender de forma rápida e precisa e julgar cientificamente o status e as tendências de importação e exportação de produtos a granel, orientar os operadores de comércio exterior a importar e exportar de forma ordenada, reduzir a cegueira, fornecer uma base para evitar riscos e fazer um trabalho sólido na estabilização do comércio exterior", disse o ministério em um documento em seu site.

Os compradores e vendedores dos produtos recém-adicionados deverão fornecer informações em tempo real sobre remessas, quantidade e horários de chegada, acrescentou o documento.

Já existem regras de notificação para uma série de commodities agrícolas, incluindo soja, farelo de soja, leite em pó e carne.

Não ficou imediatamente claro até que ponto as regras afetariam o comércio.

"Não acho que o ritmo do desembaraço aduaneiro será muito afetado por isso", disse Cheng Peng, analista de minério de ferro da Sinosteel Futures, com sede em Pequim.

"Muitos outros produtos agrícolas já tinham sido incluídos na lista, o que indica que o sistema deve estar relativamente maduro", acrescentou Peng.

No entanto, outro analista, sob condição de anonimato, disse que a coleta de dados pode ser um primeiro passo antes que o governo assuma um maior controle do comércio das principais commodities.

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Pequim disse na última sexta-feira que promoveria um "desenvolvimento de alta qualidade" no setor de terras raras, colocando os recursos minerais estratégicos sob os holofotes novamente.

Em julho, a China havia revelado restrições à exportação de gálio e germânio e, em outubro, outra restrição para alguns produtos de grafite, gerando preocupações de que as terras raras poderiam ser as próximas.

(Reportagem de Amy Lv, Siyi Liu e Dominique Patton)

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