Ibovespa avança capitaneado por Braskem em meio a balanços e exterior favorável

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta quinta-feira, endossado pela alta de preços de commodities como petróleo e minério de ferro e capitaneado pela disparada da Braskem após nova oferta pela participação da Novonor na petroquímica, enquanto agentes financeiros também analisavam uma bateria de resultados trimestrais.

Às 11h15, o Ibovespa subia 0,63%, a 119.928,38 pontos. O volume financeiro somava 4,4 bilhões de reais.

No exterior, os futuros acionários norte-americanos adotavam um viés ligeiramente positivo para a abertura em Wall Street, que pode fazer o S&P 500 engatar a nova sessão consecutiva de alta.

Investidores também aguardam discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, na parte da tarde. Após não falar em política monetária na véspera, a equipe da Mirae Asset afirmou que há expectativa de que desta vez ele sinalize algo sobre os próximos passos banco central norte-americano.

Também corroborava o sentimento mais positivo na bolsa paulista a aprovação pelo plenário do Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária que prevê a unificação de tributos e uma "trava" para o crescimento da carga, entre outros pontos.

"A aprovação é uma boa notícia, pois a reforma reduz a complexidade do sistema tributário brasileiro", afirmou a equipe da XP Investimento em relatório a clientes.

"Mas os efeitos positivos tendem a ser diluídos pelas condições especiais dadas pelos legisladores a múltiplos setores da economia – o que reduz o efeito da reforma na eficiência da alocação de capital da economia."

O texto agora volta agora para a Câmara dos Deputados, após ser modificada pelos senadores.

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DESTAQUES

- BRASKEM PNA disparava 16,44%, a 20,12 reais, após o grupo petrolífero Adnoc, de Abu Dhabi, fazer uma nova oferta não vinculante, no valor de 10,5 bilhões de reais, pela participação que a Novonor tem petroquímica, que equivale a 37,29 reais por ação. A Braskem também reportou balanço com prejuízo líquido de 2,4 bilhões de reais.

- VALE ON subia 0,91%, a 70,77 reais, beneficiada pela alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato da commodity mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou as negociações diurnas em alta de 1,79%, a 939 iuans (128,89 dólares) a tonelada, máxima de junho de 2022.

- PETROBRAS PN avançava 1,96%, a 34,84 reais, buscando apoio na alta do petróleo no exterior para se recuperar após fechar em baixa nos últimos três pregões. O barril de Brent mostrava elevação de 1,27%, a 80,55 dólares. A companhia reporta seu resultado trimestral após o fechamento do mercado.

- BANCO DO BRASIL ON recuava 2,30%, a 50,48 reais, tendo de pano de fundo alta de 4,5% no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, para 8,79 bilhões de reais, com elevação da carteira de crédito, mas impacto negativo de provisão adicional ao caso Americanas. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 21,3% no trimestre, queda de 0,6 ponto percentual contra um ano antes.

- MINERVA ON desabava 7,61%, a 7,28 reais, tendo no radar balanço do terceiro trimestre, com queda de 11,5% no resultado operacional medido pelo Ebitda, em meio a declínio de receitas. A dívida líquida em relação ao Ebitda aumentou para 2,8 vezes.

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- GRUPO SOMA ON saltava 8,09%, a 6,28 reais, em meio à repercussão do resultado do terceiro trimestre, que mostrou lucro líquido ajustado de 96,1 milhões de reais, queda de 6,7% na base anual. A receita líquida subiu 5% e as vendas mesmas lojas tiveram elevação de 3,7%. LOJAS RENNER ON, que reporta seus dados após o fechamento do mercado, subia 4,09%.

- CASAS BAHIA ON perdia 5,26%, a 0,54 real, após a varejista divulgar prejuízo líquido de 836 milhões de reais no terceiro trimestre, perda 311,8% maior do que a registrada um ano antes, com queda de vendas e impactos de sua nova estratégia de negócios. MAGAZINE LUIZA ON caía 0,56%.

- COGNA ON disparava 6,87%, a 2,80 reais, após divulgar que encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido ajustado de 44 milhões de reais, em desempenho ainda pressionado pelo resultado financeiro, mas com expansão de receitas, margem operacional e na captação de alunos.

- HAPVIDA ON tinha alta de 6,03%, a 4,57 reais. A administradora de serviços de saúde teve queda de 61,5% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, mas a receita líquida consolidada avançou quase 9%. A sinistralidade caixa ficou em 71,9% no período, contra 73% um ano antes e 73,9% no segundo trimestre deste ano.

- AERIS ON, que não faz parte do Ibovespa, recuava 9,68%, a 0,84 reais, após a fabricante de equipamentos para geração de energia pedir registro para uma oferta de ações, buscando captar cerca de 400 milhões de reais. A operação pode ser subscrita integralmente pelo BTG Pactual.

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