Ibovespa sobe com Vale e exterior positivo em dia de Relatório de Inflação

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa subia nesta quinta-feira, tendo voltado aos 132 mil pontos na máxima, diante de alta de Vale e dos principais futuros acionários em Nova York, enquanto investidores também avaliavam o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e monitoravam declarações do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Papéis ligados a commodities metálicas, em especial Vale, davam suporte ao índice após alta do minério de ferro na Ásia. Klabin também era destaque positivo depois de anunciar aquisição bilionária de ativos da Arauco. Na ponta oposta, Ambev era a principal pressão de queda.

Às 11:27 (de Brasília), o Ibovespa subia 0,73%, a 131.764,61 pontos. Na máxima, o índice foi a 132.063,3 pontos, e, na mínima, a 130.822,35 pontos. O volume financeiro era de 3,1 bilhões de reais.

Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura, disse que a alta de commodities metálicas, o atual cenário de juros e o ambiente mais positivo para as bolsas conspiravam a favor do Ibovespa na sessão.

O BC revisou ligeiramente as estimativas de crescimento econômico para este e para o próximo ano em Relatório de Inflação divulgado esta manhã, mas a entrevista de Campos Neto a jornalistas é o evento principal, com agentes financeiros em busca de mais informações sobre a trajetória de juros do país.

A agenda final de 2023 no Congresso também seguia em foco, com parlamentares e governo em negociações para aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) antes do fim de semana, quando começa o recesso parlamentar. Na véspera, a reforma tributária foi promulgada e o Senado aprovou a MP que regulamenta subvenções e mudanças no Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Em Wall Street, os principais futuros acionários exibiam alta firme, ainda beneficiados pela leitura de que os juros devem cair nos Estados Unidos no primeiro semestre do ano que vem, enquanto investidores também mantinham novos dados econômicos do país no radar.

DESTAQUES

- KLABIN UNIT avançava 1,41%, a 21,57 reais, após anunciar, na noite da véspera, a compra de ativos florestais da Arauco, localizados principalmente no Paraná, por 1,16 bilhão de dólares. A produtora brasileira de papel e celulose ainda revisou projeções de investimentos.

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- BRASKEM PNA mostrava variação negativa de 0,31%, a 19,6 reais, em sessão volátil, após a Polícia Federal deflagar nesta quinta-feira operação sobre a exploração de sal-gema em Maceió, cumprindo mandados de busca e apreensão contra alguns funcionários e ex-funcionários da petroquímica.

- VALE ON subia 2,26%, a 76,17 reais, diante da alta de mais de 2% do contrato de referência do minério de ferro para janeiro em Cingapura, com suporte de estoques apertados e expectativas de demanda chinesa robusta, apesar de um panorama incerto. Siderúrgicas também avançavam, com USIMINAS PNA ganhando 2,5%.

- AZUL PN ganhava 2,4%, a 16,22 reais, enquanto GOL PN subia 0,93%, a 8,68 reais, em dia positivo para aéreas, com queda do petróleo no exterior e do dólar ante o real.

- AMBEV ON caía 0,58%, a 13,66 reais, em sua segunda queda consecutiva.

- PETROBRAS PN tinha variação positiva de 0,16%, a 36,44 reais, mesmo com queda de mais de 1% das cotações do petróleo no exterior.

- ITAÚ UNIBANCO PN aumentava 0,46%, a 32,72 reais, enquanto BRADESCO PN tinha variação positiva de 0,17%, a 17,29 reais.

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(Por André Romani)

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