Após 12 semanas de guerra, Israel aprofunda presença no sul e no centro de Gaza

Por Nidal al-Mughrabi e Arafat Barbakh

CAIRO/GAZA (Reuters) - Tanques israelenses penetraram ainda mais neste sábado na região central e no sul da Faixa de Gaza — ambas sob intensos bombardeios —, aumentando a pressão em uma ofensiva mortal que já dizimou boa parte do enclave, mas que Israel afirma que pode durar mais alguns meses.    Os combates se concentraram em Al-Bureij, Nuseirat, Maghazi e Khan Younis, e foram realizados sob a retaguarda de intensos ataques aéreos que lotaram hospitais com palestinos feridos.    O bombardeio matou 165 pessoas e feriu outras 250 na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, disseram autoridades de Saúde do território governado pelo Hamas.    No Hospital Nasser, em Khan Younis, maior e mais importante instalação médica do sul da Faixa de Gaza, um vídeo do Crescente Vermelho mostrou paramédicos levando um bebê coberto de poeira para dentro do hospital, com uma pessoa gritando “está respirando, está respirando”.    Quase todos os 2,3 milhões de moradores da região tiveram que deixar suas casas durante as 12 semanas de ataques israelenses em resposta à operação do Hamas do dia 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas e tomou 240 reféns.

A resposta de Israel já matou pelo menos 21.672 palestinos, de acordo com autoridades na Faixa de Gaza, com mais de 56 mil feridos e milhares possivelmente mortos sob os escombros.

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