Haddad diz que proposta de socorro às aéreas não terá dinheiro público

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o governo vai elaborar até este mês uma proposta de reestruturação do setor de companhias aéreas que não envolva despesas primárias.

"Nós vamos entender melhor o que está acontecendo, e não existe socorro com o dinheiro do Tesouro, isso não está nos nossos planos", afirmou Haddad a jornalistas no Rio de Janeiro.

"O que está eventualmente na mesa é viabilizar uma reestruturação do setor, mas que não envolva despesa primária. Eu acredito que até fevereiro nós vamos ter um diagnóstico e uma proposta."

Os comentários de Haddad vieram depois que uma aguardada reunião do governo com a Petrobras e companhias aéreas sobre eventuais mudanças nas condições do querosone de aviação foi cancelada na quinta-feira da semana passada. No mesmo dia, a estatal anunciou uma redução de 0,4% do preço médio da venda do querosene de aviação, o quarto corte mensal consecutivo.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, já disse que o governo está trabalhando em ?pontos estratégicos? para lidar com as dificuldades financeiras das aéreas que incluem linhas de crédito, diminuição do custo do querosene de aviação e redução da judicialização.

As discussões ocorrem em um momento em que a companhia aérea Gol passa por recuperação judicial nos Estados Unidos.

Nesta segunda, Haddad disse que o preço de querosene não pode ser justificativa para o aumento dos custos das passagem aéreas, já que o valor do combustível caiu durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A inflação ao consumidor brasileiro medida pelo IPCA encerrou 2023 com alta acumulada de 4,62%. No período, as passagens aéreas dispararam 47,24% e contribuíram com 0,32 ponto percentual para o resultado acumulado do ano, segundo dados do IBGE.

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