Órgão regulador da China revela mais restrições a vendas a descoberto

PEQUIM/SHANGAI (Reuters) - O órgão regulador de valores mobiliários da China disse nesta terça-feira que suspenderá as corretoras de emprestar ações e limitará o tamanho do chamado refinanciamento de ativos como parte dos esforços adicionais para restringir as vendas a descoberto (short-selling, em inglês).

O órgão de fiscalização também proibirá o empréstimo de ativos a investidores que vendam ações no mesmo dia da compra e prometeu reprimir a arbitragem ilegal por meio de vendas a descoberto.

As autoridades chinesas anunciaram uma série de medidas para apoiar os preços das ações depois que o mercado caiu para mínimas em cinco anos na semana passada em meio a uma economia em dificuldades.

As novas medidas foram tomadas um dia depois que a Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China (CSRC) prometeu "tolerância zero" contra vendedores a descoberto mal-intencionados, alertando que aqueles que ousarem desrespeitar a lei "perderão suas camisas e apodrecerão na cadeia".

A CSRC disse nesta terça-feira que nenhum novo negócio será permitido para o refinanciamento de ativos, no qual as corretoras tomam ações emprestadas e as emprestam aos clientes para vendas a descoberto. Os negócios existentes serão gradualmente encerrados.

Além disso, o órgão de fiscalização recomenda que as corretoras reforcem o controle sobre os comportamentos de negociação dos clientes.

De acordo com as regulamentações da China, as ações não podem ser vendidas no mesmo dia da compra, mas alguns investidores burlam as regras usando ações emprestadas. A CSRC disse que esses investidores serão proibidos de tomar ações emprestadas.

Os esforços recentes para restringir as vendas a descoberto levaram a uma queda de 24% nos negócios de empréstimo de títulos, para 63,7 bilhões de iuanes, informou a CSRC.

(Reportagem das redações de Xangai e Pequim)

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