Desemprego sobe 9% no trimestre fechado em outubro, o maior desde 2012


A taxa de desemprego no trimestre encerrado em outubro de 2015 cresceu para 9% no país, ante 6,6% no mesmo período em 2014. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

No trimestre encerrado em julho, a taxa foi de 8,6%, enquanto nos três meses terminandos em setembro, era de 8,9%.


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O desemprego aumentou mais por causa da entrada de novas pessoas no mercado do que pela quantidade de demissões. Na comparação com julho, 577 mil pessoas foram ao mercado buscar emprego. Ante o mesmo período em 2014, 2,22 milhões de pessoas saíram da condição de inativos para entrar na força de trabalho. A taxa de participação na força de trabalho subiu para 61,6%, de 61,4% em julho e 61% no mesmo período do ano anterior.

O problema é que a maior parte dessas pessoas não encontrou vagas abertas. Assim, a população desocupada cresceu 5,3%, ou 455 mil pessoas, para 9,1 milhões de pessoas, em relação ao trimestre encerrado em julho e aumentou 38,3% (mais 2,5 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2014.

Já a população ocupada, de 92,3 milhões de pessoas, cresceu 0,1% (121 mil) ante julho, mas caiu 0,3% (285 mil) ante o mesmo período em 2014.

A Pnad também mostrou queda de 1% no número de empregados com carteira assinada (menos 359 mil pessoas) frente ao trimestre encerrado em julho e recuo de 3,2% (menos 1,2 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2014.

Renda

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.895) caiu 0,7% frente ao trimestre de maio a julho (R$ 1.907) e recuou 1% em relação ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 1.914).

A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em outubro (R$ 169,6 bilhões), teve queda de 0,3% ante julho e diminuição de 1,2% ante o mesmo período em 2014.

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