Juros longos recuam em dia de pouca liquidez devido a feriado nos EUA
As taxas dos contratos futuros de juros com prazos mais longos recuaram na BM&F, refletindo a queda do dólar e o ambiente de maior aversão a risco no exterior, em dia de liquidez reduzida por conta do feriado nos Estados Unidos. Já na parte curta da curva de juros, investidores consolidaram a aposta na alta de 0,5 ponto da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que termina quarta-feira.
O DI para janeiro de 2017 subiu de 15,54% para 15,595% no fechamento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 fechou estável a 16,31%. Já o DI para janeiro de 2021 caiu de 16,55% ante 16,46%.
Segundo o estrategista da Icap Brasil, Juliano Ferreira, o Banco Central tem sinalizado que vai subir a taxa de juros, mas o ciclo de aperto deve ser menor que o esperado pelo mercado, prevendo uma alta de 1 ponto da taxa Selic em 2016.
A curva de juros refletia um aperto total de 216 pontos-base neste ano.
A piora das expectativas de inflação reforça a aposta na retomada do ciclo de aperto monetário. Pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostra que a mediana das estimativas para o IPCA passou de 6,93% para 7% para o fim de 2016, e de 5,20% para 5,40% para o fim de 2017. Os analistas mantiveram a projeção para a taxa Selic em 15,25% para este ano, e elevaram de 12,75% para 12,88% a previsão para o ano que vem.
Para Ferreira, o efeito sobre as expectativas de inflação vai depender da sinalização que o BC dará no comunicado. "Se ele vier com um comunicado mais ?dovish' para tentar mostrar que não vai tão longe com o aumento de juros pode ajudar a piorar as expectativas de inflação no curto prazo."
Ferreira espera que as estimativas continuem subindo nos próximos dois meses, até que a inflação corrente comece a arrefecer. "O mercado não enxerga queda substancial da inflação a ponto atingir a meta em 2017", diz.
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