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Expectativa de inflação dos consumidores aumenta em janeiro


Aumentou a expectativa dos consumidores com relação à inflação neste ano, mostra pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). A mediana das projeções para os próximos 12 meses subiu para 11,3% em janeiro, após os 11% em dezembro de 2015. Com isso, as expectativas atingem um novo recorde da série iniciada em setembro de 2005.

Esse resultado reflete o dado do IPCA de 2015, que subiu 10,67%, o aumento dos preços administrados do início do ano, como tarifas públicas, e a contínua perda de poder de compra do trabalhador, segundo o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV-Ibre. "Espera-se uma reversão das expectativas apenas no segundo semestre deste ano, quando os efeitos da crise sobre os preços se intensificarão", afirmou Ferreira, em nota.

Para o economista, o resultado do indicador em janeiro deve ser mais uma preocupação para o Banco Central (BC), uma vez que as expectativas de inflação futura podem "contaminar" reajustes de preços, impedindo um recuo mais expressivo da taxa ao longo do ano.

Em janeiro, houve aumento das expectativas em todos os níveis de renda. A faixa mais baixa continua prevendo inflação mais elevada, de 12,2%. O intervalo entre 10% e 12% aparece pelo segundo mês como o mais citado, por 38% dos consumidores, contra 35,5% no fim do ano passado. A frequência relativa de respostas acima de 12% também aumentou, para 23,2%.


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