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Juros futuros recuam na BM&F em reação a comentários do Banco Central

As taxas dos contratos futuros de juros recuaram na BM&F, reagindo menor aversão a risco no cenário externo e comentários do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e do diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes.

Embora os membros do BC tenham reforçado a sinalização de que a taxa de juros deve permanecer estável por enquanto, o fato da autoridade monetária ter mencionado essa questão em comentários nesta semana reforçou a expectativa no mercado de que o banco não deve subir a taxa de juros neste ano, e que o próximo passo é o afrouxamento monetário.

O DI para janeiro de 2017 recuou de 14,32% para 14,235% no fechamento do pregão regular, enquanto o DI para janeiro de 2018 caiu de 14,83% para 14,69%. Na parte longa da curva de juros, as taxas dos contratos de DI passaram por um ajuste, após a alta verificada ontem. O DI para janeiro de 2021 cedeu de 15,88% para 15,73% .

Em evento para apresentação do Boletim Regional do BC, em Fortaleza (CE), o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, afirmou que a convergência da inflação para a meta de 4,5% em 2017 não contempla reduções da taxa básica de juros, hoje em 14,25%. O diretor do BC, no entanto, voltou a destacar que o aumento do hiato do produto e as incertezas em relação à economia global, como a queda do preço do petróleo, têm uma contribuição desinflacionária. Segundo Lopes, há um processo desinflacionário "muito forte" contratado, mas isso não abre espaço para corte da taxa de juros.

Ontem, Tombini, afirmou que o quadro desinflacionário "não permite pensar em distensão da política monetária". "O mercado está assimilando a expectativa de que o próximo passo é de corte de juros, mas as apostas na queda da Selic só devem ganhar força no mercado quando a inflação corrente começar a ceder", afirma um gestor local. Investidores , contudo, seguem cautelosos frente ao cenário de incerteza em relação ao ajuste fiscal.

O governo anunciou hoje um contingenciamento de R$ 23,408 bilhões para o Orçamento de 2016, em linha com o esperado pelo mercado. A previsão do governo é um déficit primário de 60,2 bilhões em 2016, o equivalente a 0,97% do PIB. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o governo vai enviar um projeto que altera a Lei de Diretirzes Orçamentárias (LDO) em que o governo poderá abater frustrações com receitas tributárias e com venda de ativos.

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