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Juros futuros têm leve alta em dia de ajustes

Os juros futuros terminaram a sessão em leve alta, mas longe das máximas do dia, numa sessão marcada pela cautela. A espera por eventos importantes, aqui e no exterior, mantém os investidores na retranca e estimula a realização de lucros por parte dos agentes.

No fechamento, o contrato de juro futuro com vencimento em janeiro/2021 tinha taxa de 11,96%, ante 11,95% ontem. Na máxima, atingiu 12,05%. Já o DI janeiro/2019 tinha taxa de 12,17%, de 12,14% ontem; e DI janeiro/2018 era negociado a 12,72%, ante 12,69%.

O receio de que a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, deixe em aberto a possibilidade de haver uma alta de juros em setembro está provocando um ajuste nos preços dos ativos nesta manhã. Yellen fala na sexta-feira, na abertura do simpósio de Jackson Hole. Depois que dois dirigentes do Fed indicaram, na semana passada, que uma alta de juros neste ano não pode ser descartada, a possibilidade de Yellen fazer um ajuste em seu discurso ganhou força, o que reforça a cautela dos mercados.

Essa preocupação fez o dólar subir ao longo do dia. Mas os ganhos da divisa americana perderam força, abrindo espaço para algum alívio dos juros. Mas, mesmo com essa correção, as taxas dos Dis ampliaram os prêmios.

O mês de agosto já foi marcado por uma postura mais cautela por parte do investidor estrangeiro em relação a ativos de renda fixa. Tanto é que, até o dia 19 deste mês, o fluxo de capital estrangeiro para esses ativos, negociados no Brasil, ficou negativo em US$ 2,171 bilhões. Essa saída aconteceu porque investidores optaram por realizar parte dos lucros obtidos com a forte queda das taxas ao longo entre março e junho, durante as férias no Hemisfério Norte, que antecedeu um período de agenda intensa, aqui e no exterior.

Esses resgates explicam o fato de o juro mais longo ter parado de cair em agosto, explicam analistas. Mas agora, com faltando poucos dias para a fala de Yellen e para o fim das férias na região e também para a conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, esses ajustes se intensificaram.

No noticiário do dia, o IPCA-15 de agosto veio praticamente em linha do esperado e, assim, não foi suficiente para sustentar a queda das taxas futuras mais curtas, observada ontem. O indicador subiu 0,45%, ante 0,54% em julho. A mediana das projeções estava em 0,46%.

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